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Introdução às Constelações Familiares: 7 conceitos

A Constelação familiar, felizmente, tem ganhado cada vez mais a atenção do público em geral. Por falta de aprofundamento, algumas questões básicas podem acabar ficando de fora e mal interpretadas. Com isso, faremos uma introdução às Constelações Familiares e explicar sete pontos vitais desse processo.

O que é Constelação Familiar?

Começamos a introdução às Constelações Familiares de forma básica e explicando sua identidade. Trata-se de uma terapia alternativa que visa explicar um conflito de modo vivencial. Ao invés de apenas ver e ouvir, você passa pelo mesmo processo que causa a ruptura em um relacionamento.

O método se pauta na existência de um campo familiar que registra nossas existências e nos conecta com os ancestrais. Com isso, acabamos por reproduzir suas ações, pensamentos e emoções, afetando diretamente nossas próprias vidas. Dependendo do texto, isso pode ser bom ou bastante prejudicial.

Origens da Constelação Sistêmica

A introdução às Constelações familiares começa nas tribos Zulu na África quando Bert Hellinger, o criado, foi missionário de lá. Aos poucos, Hellinger notou que não havia divisão em relação aos problemas de cada indivíduo ali. Se um tinha problemas, toda a comunidade se juntava para ajudá-lo a resolver.

Anos mais tarde, já em casa, começou a desenvolver o escopo de sua terapia, desacreditada inicialmente. Entretanto, recebeu apoio de Rupert Sheldrake, defendendo que os genes transmitem memórias dos ancestrais. Assim, concluiu que existe um campo familiar, um registro atemporal, onde cada ato nosso fica guardado e afeta os descendentes.

Direcionamento

Na introdução às Constelações Familiares, o papel dela fica claro em dissolver conflitos dentro de um relacionamento. A ideia é identificar as ações que estão se repetindo e encontrar suas origens. Fica claro que tudo advém do passado porque somos reflexos e consequências das ações de nossos ancestrais.

Acontece que o campo pode gerar boas atitudes ou más atitudes, sendo estas negativas ao próprio indivíduo. Neste último caso, é justamente o que alimenta o comportamento destrutivo de uma pessoa que declina sua vida pessoal e profissional. Com isso, o método terapêutico vai olhar:

  • As causas

O momento em que este declínio começou a aflorar na vida do indivíduo. Basicamente, através de perguntas e recordações, vai ser resgatado e sentido o episódio que causou esse desequilíbrio. Para muitos, encontrar tais impressões perdidas no passado costuma ser emocionante e revelador de imediato.

  • O futuro

Identificado o momento, agora é hora de trazer luz a ele e entender como revertê-lo. É como se a gente enxergasse os nós e trabalhássemos para desatá-los fazendo o caminho inverso da amarração. Isso liberta o campo, findando a repetição, e, consequentemente, o paciente em questão.

E como funcionam as constelações familiares?

A sessão de introdução às Constelações Familiares começa com uma conversa entre paciente e constelador. O propósito é fazer com que se estabeleça uma diretriz e o paciente adentre em sua dor. Em seguida, ele vai expor o que o aflige e como isso o atinge profissional e pessoalmente.

A terapia consiste em representações, onde objetos e outras pessoas representem as figuras descritas pelo paciente. O terapeuta vai analisar as reações do paciente em relação a cada figura ali descrita. Ao fim, o cliente é inclinado a aceitar a situação e entender as razões do impacto que ela causa em sua vida.

Ordens do amor

Na introdução às Constelações Familiares as ordens do amor tomam um espaço primordial no trabalho, sendo os pilares do amor. Tratam-se de diretrizes primárias que conduzem os relacionamentos para o sucesso entre os envolvidos se não forem quebradas. As ordens são:

1. Lei do pertencimento

O primeiro princípio se baseia na ideia de que todos nós temos um lugar de direito na família que não pode ser revogado. Assim, mesmo que alguém tenha machucado bastante o seio familiar, ele não pode ser apagado dali.

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    2. Lei do equilíbrio

    De acordo com essa lei, as trocas em um relacionamento devem ser feitas de modo igualitário. Com isso, não se pode dar demais ou receber de menos, devendo existir um equilíbrio aqui.

    3. Lei da ordem

    Por fim, a lei da ordem mostra que existe uma hierarquia natural na família onde os mais velhos têm prioridade. Contudo, eles devem proteger e cuidar dos mais novos enquanto estes os respeitam.

    Nada se apaga

    Na introdução às Constelações Familiares o indivíduo entenderá imediatamente que não há segredos. O campo familiar nunca se esquece de qualquer evento ou sensação mantida pela família. Tudo se revitaliza, de modo que a geração atual ocupe o espaço de seus antepassados.

    Ainda que o paciente não se lembre de nada conscientemente até a sessão, tudo vem à tona e naturalmente. Por meio do tratamento, a energia dessas informações é invocada e conduz todos os envolvidos a repetir o trauma. É uma forma de perdoar o passado para que o futuro possa ser abraçado sem culpa.

    Laços de família

    Como dito linhas acima, mantemos um laço eterno com a nossa própria família, sabendo disso ou não, ainda que sentindo. É de onde viemos e o lugar em que vamos quando tudo chegar ao fim, perpetuando um ciclo. Isso fica claro quando conectamos:

    A fidelidade

    Por mais que não percebamos, somos fiéis à nossa família de modo estrutural. Mesmo aquelas pessoas que nutrem sentimentos negativos por seus pares se voltam a eles naturalmente. Claro que, neste caso, há consequências por sua desarmonia.

    As mágoas geram doenças

    As doenças que enfrentamos hoje são frutos das marcas não cicatrizadas em nosso corpo familiar e que continuam a ferir. Contudo, é possível saná-las por meio do trabalho com a Constelação Familiar.

    Os mais jovens

    A nova geração, os filhos e netos, são os mais afetados pelas ações de seus ancestrais através do campo familiar. Como dito linhas acima, eles acabam no fim da cadeia energética. Desse modo experimentam intensamente as ondulações do fluxo da família e, sem consciência, perpetuam o processo.

    Considerações finais sobre Introdução às Constelações Familiares

    Fazer uma introdução às Constelações Familiares não é difícil como muitos imaginam. Aliás, o propósito do método terapêutico é justamente buscar a clareza e elucidar qualquer dúvida que o cliente tenha. Ao fim, se mostrará seguro quanto a si mesmo, aos outros e tudo aquilo que o cerca e o cegava antes.

    A proposta do texto acima foi abrir sua mente a alguns conceitos base da Constelação familiar. Contudo, cabe ressaltar que a vivência se mostra ainda mais produtiva quando a Constelação é vivida na prática. Lembre-se que qualquer mudança de vida deriva diretamente da ação para a criação de novos resultados.

    Por isso que convidamos você a ingressar em nosso curso online de Constelação Familiar. Através dele, conseguirá revitalizar sua perspectiva sobre a vida e encontrar as respostas que precisa para alcançar a plenitude. Além da introdução às Constelações Familiares, você também adentra no melhor aspecto de sua vida com o nosso curso.

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