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Ser mãe solteira ou mãe solo

mãe solteira

Você enfrenta algum dilema pelo fato de ser mãe solteira? Ou ainda, talvez nem seja esse o seu caso, mas há alguém que faz parte do seu círculo de pessoas próximas que está enfrentando esse desafio?

Neste conteúdo, falaremos um pouco sobre o que significa estar nessa situação. Ademais, abordaremos como a Constelação Familiar pode auxiliar mulheres que exercem sua maternidade. Confira! 

Afinal de contas, o que é ser mãe solteira?

Ser mãe solteira é, em linhas gerais, construir uma família monoparental para criar uma criança totalmente ou majoritariamente sozinha.

Se uma mãe não é conhecida como mãe casada, mãe viúva ou mãe divorciada, por que existe a mãe solteira?

O termo é um tanto estranho porque diz respeito a dois estatutos diferentes que uma mulher pode assumir.

A mulher pode ser mãe ou não e pode ser solteira ou estar envolvida em um relacionamento. O estado civil e a maternidade são extensões distintas da vida de uma mulher, mas, idealmente, são vistas juntas.

Acontece que o padrão familiar socialmente aceitável exige da mulher que ela se envolva com o pai do seu filho e permaneça unida a ele. Geralmente, essa união se dá antes do nascimento da criança, por meio do casamento.

Sendo assim, uma família deveria ser constituída na seguinte ordem: o casal se conhece, se casa, tem filhos e permanece em união na hora de criá-los.

Contudo, nem tudo é tão simples quanto pede o padrão

A vida não acontece de acordo com o ideal. Não é de hoje que relacionamentos se desfazem por causa de traições, abusos, violência e abandono.

mulheres que são abandonadas antes mesmo de seus filhos nascerem, logo após sua concepção. Não podemos deixar de mencionar aquelas que escolheram dar continuidade à gravidez mesmo quando ela foi fruto de um estupro.

Além disso, é possível que os filhos sejam privados da convivência com um pai por motivos de força maior, como a morte ou a prisão desse homem.

Não podemos descartar também a história de mulheres que escolheram adotar crianças mesmo sem ter um parceiro. 

Em todos esses casos enxergamos uma mãe solteira, não é mesmo? Contudo, é estranho ver que o fato de ela ser solteira tem o mesmo peso que o fato de ela ser mãe. 

Ser solteira tem o mesmo peso que estar empregada?

É mesmo importante destacar a ausência de um marido ou namorado quando a mulher está exercendo a maternidade?

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Por que será que outros aspectos da vida de uma mãe não são usados para denominá-la? O termo “mãe empregada”, por exemplo, não tem o mesmo peso que a presença ou a ausência de um pai na vida dos filhos de uma mulher. 

Contudo, o fato de uma mulher que cria uma criança sozinha ter um emprego fala sobre como ela é guerreira, competente e preocupada com o bem-estar de sua família. Isso não depende de ter uma pessoa ao lado dela ou não.

Ademais, vale lembrar que não é frequente que uma mulher ocupe o papel de mãe solteira por que ela quer. Assim sendo, o destaque para a nomenclatura que reforça seu estado civil mais parece uma forma de discriminação.

Contudo, podemos justificar essa necessidade de indicar o estado civil de uma mãe para reforçar a importância que uma família completa representa para uma criança.

Falaremos sobre isso a partir da perspectiva da Constelação Familiar mais abaixo!

O que a constelação familiar diz sobre a família? 

Para a psicoterapia desenvolvida por Bert Hellinger, todas as pessoas que fazem parte de um sistema familiar têm o seu lugar e o seu papel.

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Assim sendo, ainda que uma mulher seja definida como uma mãe solteira, dentro do sistema, esse pai que não está presente na família tem um papel ali. 

Se, por algum motivo, ele se faz ausente, geralmente é essa mulher que acaba assumindo o papel que ele deixou. Sem surpresa alguma, há uma sobrecarga de funções sobre a mãe e ela gera um desequilíbrio no sistema.

Além disso, esse desequilíbrio pode se intensificar a depender de quem é a figura desse pai ausente. 

Algumas perguntas úteis 

Trata-se de um homem que se divorciou e construiu outra família? Será que ele é presente ou abandonou a família anterior? Em caso de abandono, essa é a primeira vez que uma família é rompida dessa maneira ou esse é um padrão que está se repetindo?

Estamos falando de um homem que morreu ou de uma pessoa que nem sabe da existência de um filho? Essa mulher é solteira porque foi abandonada ou não foi permitido ao pai da criança fazer parte da vida dela?

Cada uma dessas situações implica em um tipo de desequilíbrio que precisa de constelação para que o sistema familiar funcione bem.

O que a Constelação Familiar diz a respeito das mães solteiras?

A partir do que foi dito acima, veja que a Constelação Familiar não recrimina o fato de uma mulher escolher ser mãe solteira ou acabar precisando lidar com essa realidade.

Entende-se que a família é uma organização sistêmica e que cada pessoa que faz parte desse sistema tem seu lugar.

Isso vale tanto para as famílias consideradas socialmente aceitáveis quanto para as famílias monoparentais e as outras organizações familiares possíveis.

Assim sendo, ser mãe solteira não é feio e uma mulher jamais deve se sentir envergonhada pelo modo como ela conseguiu exercer sua maternidade. Afinal, apesar de ser solteira, ela é mãe. Estado civil e maternidade são coisas diferentes.

Constelar é importante!

Contudo, ausências geram desequilíbrios no sistema. Por esse motivo, ao identificar sinais de que a família está passando por problemas por causa disso, é importante buscar a constelação. 

Dessa forma, o equilíbrio é restaurado e a família volta a viver em harmonia, independentemente de quantas pessoas a compõem.

Considerações finais sobre ser mãe solteira

Esperamos que este conteúdo sobre ser mãe solteira tenha despertado ao menos uma reflexão mais empática com as mulheres que vivem uma realidade diferente do que a sociedade considera o padrão.

Como vimos, nem toda mulher tem a oportunidade de construir uma família como a do comercial de margarina. A vida se desenrola de maneiras diferentes para todos e cabe a cada um de nós lidar com ela da maneira como a recebemos.

Assim sendo, não cabe a discriminação de uma família de mãe e filho. Ademais, é válido questionar se é tão importante falar em ser mãe solteira mais do que ser uma mãe batalhadora. Para entender como Bert Hellinger lida com questões como essa mais a fundo, faça já a sua matrícula em nosso curso de constelação clínica 100% EAD. Te esperamos!

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