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Perdoar os pais, segundo Constelação Familiar

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A Constelação Familiar e Sistêmica está modificando a forma de compreender minha vida de muitas pessoas. E tudo começa com a capacidade de um filho em perdoar os pais. Segundo Bert Hellinger, sem esse perdão aos pais o filho nãao poderá seguir harmonicamente sua vida.

Você já se sentiu como se não conseguisse perdoar seus pais? Saiba que isso é importantíssimo para nossa evolução quanto seres humanos. Confira agora o depoimento, segundo a Constelação Familiar, sobre a importância de perdoar os pais.

Palavras para Nascer e perdoar os pais

Perdoar não significa esquecer o mal que alguém nos causou, mas entender que todos têm o direito de errar. Até porque todos nós somos vítimas do erro de alguém. Além do mais, não perdoar pode nos levar ao afastamento de pessoas queridas.Além de ocasionar males que se manisfestarão física e psicologicamente.

Ouvir a história de nossos pais e ancestrais acalma a alma e nossas angústias físicas. Essa é a tese defendida por Myriam Szejer no livro “Palavras para Nascer”. Imagine, então, o benefício de escutar, visualizar e refletir sobre a história de nossos pais. Esse é o efeito da formação em Constelação Familiar sobre a minha vida.

Assim, é importante que nós consideremos os caminhos trilhados por nossos pais, para entender como isso reflete em nossa vida.

Minha mãe e nossos atritos familiares

Eu tenho o mesmo nome do meu pai, o que, na perspectiva sistêmica, é uma identificação forte. Mas meu exercício reflexivo é com a minha mãe, alguém com quem eu tive atritos ao longo da vida.

Abstraindo do marco do meu nascimento, quando nossas vidas se separaram pelo cordão umbilical e se juntaram pela consciência do clã e universal, faço uma análise sobre as informações que obtive da minha mãe na perspectiva dela.

Em resumo, ela é a mais velha de duas irmãs, que recebeu o nome devido a uma promessa (o que traz em si um emaranhado sistêmico interessante). Ademais, ela nasceu em São Paulo e, ainda criança, se mudou para o Rio de Janeiro com a família. Era a queridinha do pai e era punida severamente pela mãe.

Minha mãe e a violação das três leis naturais sistêmicas

Assim, ela chegava a apanhar fisicamente como castigo, e era obrigada a ser boa aluna em um colégio, considerado um colégio da elite carioca, cujo padrão estava bem acima das condições econômicas da família.

Não tinha muitas amigas na escola e manteve a disciplina de estudos na faculdade. Depois, foi cursar estatística, uma área dominada por homens. Se casou com o namorado de faculdade que, coincidentemente, morava no mesmo prédio dela. E logo depois do casamento, perdeu seu pai.

Na visão de constelador (e não de filho) percebo violações das três leis naturais sistêmicas. Inversão de ordem, quando se torna a queridinha do pai, possui muitos atritos com a mãe (inclusive na vida adulta), provocando uma triangulação de um amor que adoece. Por fim, acontece a exclusão quando o pai morre.

Somos moldados pelo nosso sofrimento

Ela não era tão criança a ponto de caracterizar um movimento interrompido, entretanto, a morte do pai foi a perda de um suporte masculino para ela. Com isso, ela transferiu essa ausência para o marido (outra inversão de ordem), o que pode ter culminado numa deterioração do casamento, desde os primeiros anos.

Eu vi meus pais sendo carinhosos um com o outro apenas uma vez na vida, e ouço relatos de problemas conjugais desde muito novo. É a violação da lei do equilíbrio, pois minha mãe é uma pessoa que cobra muito o que ela dá, incluindo atenção, esforço e até nas questões financeiras. Várias vezes ouvi palavras dela de que foi lesada no divórcio porque contribuiu com muito e saiu com pouco.

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Refletindo, percebo o surgimento de diversos sentimentos. Antes era raiva e até vergonha, o que caracterizaria uma exclusão de minha parte, mas percebo que minha mãe teve uma vida sofrida que a moldou num caráter duro e de sobrevivência.

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Perdoar os pais é libertar a si mesmo

Ela teve que ser forte e assumir um papel combativo para vencer na vida. Por isso, consigo entender as mágoas dela e penso que ela deve mudar esse comportamento para não ser excluída da família e repetir o padrão que viveu quando era jovem.

O que me vem agora seria perdoar os atos dela porque compreendo suas ações, inclusive involuntárias. Mas como o perdão sugere uma inversão de ordem, porque me julgaria superior a quem eu perdoo, faço aqui o exercício de olhar quem minha mãe é.

Agradeço por ela ter sobrevivido aos problemas e chegar a me parir. Aceitar que foi o que foi e é o que é com suas qualidades e características que, eventualmente, me magoaram no passado. Honrar essa força e esse amor dela por mim e permitir crescer e fluir esse amor que eu também nutro por ela. Só completando esse ciclo posso me libertar de qualquer emaranhado que acredito ter com ela.

Conclusão

Dar o direito ao outro de ser imperfeito é o mesmo que nos permitir ser livre. Por isso, perdoar os pais não se constitui uma tarefa difícil. Talvez até seja difícil em um primeiro momento, sem uma análise cuidadosa do assunto.

Mas, com o passar dos anos, a vida nos leva a percorrer alguns caminhos, jamais imaginados. E nos deparamos com a realidade vivida por aqueles que nutrimos alguma mágoa. E assim, somos obrigados a nos colocar no lugar do outro e surge aí um entendimento de certas atitudes.

A realização e o equilíbrio só virão quando estivermos bem com aqueles que fazem parte da nossa história. Ou seja, perdoar é necessário, se quisermos viver tranquilamente nossas vidas e transbordar amor. Além disso, perdoar alguém permite que nós também sejamos perdoados pelos outros.

Texto escrito por Ronaldo Gueraldi, exclusivamente para o Curso EAD de Formação em Constelação Familiar

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