Constelação e RelacionamentosConstelação Familiar

Perda familiar pelo olhar da Constelação Sistêmica

Inevitavelmente, perderemos um ente do qual amávamos muito. Junto com a sua partida, também se vai um convívio envolvendo amor, acolhimento e compreensão, embora sua presença ainda permaneça no fluxo familiar. Entenda mais sobre a perda familiar sob os olhos da Constelação familiar.

Sobre a morte

Durante toda a vida, muitas pessoas sentem medo da ideia da morte. Podemos falar sobre isso de maneira vaga, já que não há um único jeito de partir. E talvez o medo desse acontecimento esteja aí, na imprevisibilidade. Em suma, quando pensamos na morte, queremos partir de forma indolor e tranquila.

Contudo, isso não é perfeitamente possível. A morte impacta diretamente no campo familiar, levando um pedaço de cada parente junto com o falecido. A perda familiar é sentida por todos, em maior e menor grau. E ao mesmo tempo em que leva um ente, também deixa algo no seu aparente vazio.

Dessa forma, podemos concluir que a morte é uma passagem de todos os membros vivos ou não a um ambiente em comum. Todos os familiares passam por um momento de transição para reconhecer que o evento nada mais é que a continuidade da vida. Parafraseando a cantora Lana Del Rey, “nascemos para morrer”. Por mais duro que seja, devemos aceitar isso para equilibrar nosso campo familiar.

Cerimônias de luto

A perda familiar é sentida em vários níveis. Isso porque depende do contato de cada pessoa com o falecido, da sua ligação com o mesmo. Os mais próximos sentirão um vazio descomunal enquanto os mais afastados se limitarão a um respeito pela situação. Note que, neste ponto, o fluxo familiar vibra em diferentes ondulações de acordo com o parente.

Ainda assim, todos concordam que é necessário uma cerimônia ao luto, como o enterro. Isso é uma forma de honrar sua presença naquela família, bem como construir um lugar de paz a ele. É a hora da despedida e do desprendimento da perda familiar.

Dessa forma, além de selar o ente, o enterro serve como uma forma de aceitação da morte. Com o morto, se vai também boa parte do que foi cultivado, como o convívio, rotina e tudo mais. A cerimônia serve para que todos os envolvidos enxerguem o momento como uma passagem inevitável, os preparando para as transformações que virão adiante.

Luto

Consequentemente após a perda familiar, se origina o luto. Esse é um período de adaptação àquela ausência, onde tentamos nos reconectar com o mundo ainda ligados a quem morreu. O luto suga a nossa energia e a redireciona para um corpo vazio, a fim de que nos conectemos a ele e impeçamos sua partida definitiva.

Ainda assim, também podemos sentir alívio dependendo do caso. Embora isso possa nos causar culpa, é nessa hora que revemos os nossos esforços para com o ente que se foi. Caso tenha sido uma passagem dolorosa, é nesse momento que respiramos mais sossegados, já que o ente não sofre mais.

Podemos ver o luto em três estágios:

Negação

Acreditar e entender a perda familiar é difícil para qualquer um. A sensação de irrealidade é um campo desolador, já que não se sabe onde ir. Não fomos feitos para lidar com a morte, então negamos a existência dela próxima a nós. Dessa forma, procuramos acreditar que o ente irá contrariar a todos e retornar.

Revolta

Quando não é possível mais negar, nos revoltamos. Levantamos uma ficha moral do familiar e demonstramos o quanto a perda familiar foi injusta. Sentimos raiva da situação e até mesmo do ente por ele ter escolhido o caminho da morte.

Troca

Então, logo mais após a negação e revolta, vem a permuta. Acreditamos que esse ente teria um papel único aqui a ser feito e ninguém poderia substituí-lo. Ainda que tenhamos medo, questionamos se não poderia ter sido nós no lugar dele. Ainda assim, buscaremos aceitar e seguir nossas vidas em paz.

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    Ordem

    Com a perda familiar, as transformações provocadas pela morte empurra alguém a ocupar o lugar de quem faleceu. Como forma de reparar ou repor algo deixado pela figura ausente, um dos parentes tentará exercer as suas atribuições. Contudo, sua própria vida estará comprometida, visto que o espaço que ocupa não lhe pertence.

    Aqui temos o exemplo claro da quebra da Ordem, princípio fundamental da Constelação familiar. Esse movimento em sair do seu próprio lugar para ocupar o do outro gera um movimento oposto ao pretendido. Dessa forma, o desequilíbrio daquele campo se torna algo pertinente e constante.

    Infelizmente, esse movimento pode gerar algumas consequências, como por exemplo:

    Depressão

    Ainda vivendo o luto, o movimento de se colocar no lugar do outro acaba também por levá-lo a um quadro de depressão. Em algum momento, acaba perdendo o interesse em atividades e nas pessoas.

    Pânico

    Essa ansiedade exagerada é provocada pelo medo intenso de que algo ruim surja novamente. Vivenciado a morte de um ente de forma traumática o faz temer que o episódio ocorra novamente.

    Ficando em paz com a perda familiar

    Quando estamos de luto, significa que estamos resistindo e tentando nos adaptar à nova realidade. Trata-se de uma briga interna e externa, já que estamos em conflito conosco e com a família. Entretanto, isso tem ligação com buscar a paz naquele seio.

    O indivíduo revive todas as fases anteriores para chegar a uma saída, estudando toda a situação de trás para frente. Assim pode negociar algo para ele mesmo. Como consequência, busca uma forma de compensar a situação, preservando a memória do falecido na construção de algo bom. Aqui também entra a homenagem.

    Entender e aceitar a morte como parte complementar da vida nos dá alívio. Aceitar sua existência e não negá-la diminui tormentos que poderão acontecer em situações de perda familiar.

    Perder um ente familiar nunca será fácil para ninguém. Os movimentos que essa ausência causa em nossas vidas podem desestruturar qualquer pessoa. Por um momento, nos sentimos sem chão, desamparados e traídos. Ainda que lamentemos sua morte, também culpamos o parente perdido.

    Ainda que pareça absurdo, a morte nos mostra o valor da vida. Com ela, temos a noção de quanto nosso tempo pode ser finito. Ao longo da vida, devemos empregar cada energia que temos para vivermos bem e também morrer bem. O equilíbrio alcançado em vida também pode se estender para a morte, balanceando quem partiu e quem ficou.

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