Constelação e Relacionamentos

Parentificação: significado da expressão

o que é parentificação

A família é, acima de tudo, o exemplo principal que todos temos de união, apoio, trocas e amor incondicional. Contudo, é muito comum um filho sair da sua posição natural de protegido para cuidar das necessidades constantes dos pais. Para explicar como esse comportamento acontece, vamos entender melhor a parentificação significado, consequências, além de mostrarmos como tratá-la.

O que é parentificação?

O significado de parentificação diz respeito a uma inversão de papéis onde o filho assume o lugar dos pais. Em outras palavras, os pais se tornam dependentes do filho, tendo necessidades físicas e emocionais.

Nota-se nessa relação um desejo inconsciente dos pais de suprirem suas necessidades juvenis mediante o cuidado recebido dos filhos. Ou seja, os pais buscam em suas crianças uma atenção que eles desejavam ter tido em suas próprias infâncias.

Entretanto, esse contato faz com que as necessidades dos jovens sejam sufocadas em prol das necessidades dos pais. Desse modo, o indivíduo que deveria ser cuidado assume responsabilidades e comportamentos de um adulto muito antes da hora. Em suma, ele é forçado a amadurecer para cuidar dos pais, mas sem qualquer desenvolvimento psíquico ou emocional.

Tipos

Sobre a parentificação dicionário indica que é o ato de “doar” ou “colocar ao dispor de”. Assim, dá para entender da parentificação sinônimo e significado. Porém, o que não é descrito com detalhes são os tipos de inversão que acontece na família. Resumindo, são eles:

Parentificação emocional

Ela acontece quando o jovem se torna ou um mediador ou um confidente dos pais e da família. Dessa maneira o indivíduo presta muito apoio emocional aos seus pais, aconselhando-os e cuidando dos seus irmãos, se houver algum. Todavia, o jovem “parentificado” não tem nenhum preparo emocional para desenvolver essa tarefa.

Parentificação física

Por sua vez, a parentificação física é quando o jovem assume o trabalho físico de cuidar da casa. Logo fica inclusa a limpeza do lar, a alimentação da família, o apoio aos irmãos na hora de estudar e outras responsabilidades.

Sensação injusta de culpa

A parentificação é uma experiência solitária, uma vez que a criança não pode recorrer a ninguém para ter algum apoio. Receber ajuda e orientação de outra pessoa é algo que não fica incluso nesse crescimento pessoal forçado.

Por causa do senso de cuidador adquirido, esse jovem aprende cada vez mais a reprimir as suas próprias vontades. É comum haver um sentimento de culpa quando o filho tenta fazer algo por si, o que o faz acabar voltando para os pais. Na mente desse jovem, é um ato egoísta pensar em si. Assim, ele é levado a desistir das suas vontades.

Junto com essa sensação vem o reflexo de internalizar a sua própria dor para favorecer as responsabilidades com os pais. De modo inconsciente, esse comportamento de entrega para o outro é uma tentativa de receber amor e aceitação da família. Definitivamente esse sacrifício impede que o cérebro do filho amadureça saudavelmente e a criança fique vulnerável a diversos tipos de problemas.

Consequências

Como dito anteriormente, a parentificação deixa sequelas na personalidade e no comportamento das crianças. Ainda que seja uma entrega temporária, as consequências dessa responsabilidade forçada perduram por bastante tempo se não forem tratadas. Os problemas mais comuns que resultam dessa interação são:

  • depressão;
  • ansiedade;
  • problemas com decepções e rejeições;
  • falta de confiança nas pessoas;
  • baixa autoestima;
  • sensação constante de culpa;
  • impulsividade;
  • problemas para criar em manter relacionamentos;
  • perturbações alimentares;
  • carência inconsciente.

Nossos pais já foram jovens com suas próprias histórias e necessidades de vidas. Entretanto, muitos deles internalizaram situações em que se sentiram desamparados ou desprotegidos em relação ao mundo externo. Por isso que muitos deles acabam inconscientemente sobrecarregando os filhos para que esses supram suas necessidades mal resolvidas.

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À medida que o tempo passa, a casa se torna um ambiente estimulante para existir a inversão familiar. Os pais por sua vez incentivam o filho a tomarem responsabilidades que trarão sofrimento e dor para o jovem. Embora não haja intenção consciente em muitos casos, quem mais sofre com a troca são os filhos por não suportarem essa carga familiar.

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O poder da solitude

A solitude diz respeito à capacidade de uma pessoa de ser feliz quando está sozinha. Em outras palavras, ela não se sente carente por não ter ninguém lhe dando atenção ou sendo cuidadosa com ela. Certamente, tal característica é muito importante para alguém adquirir quando só se sente valioso ao receber atenção.

Os pais precisam desenvolver essa habilidade para que os filhos não tomem o papel de responsáveis deles. Desse modo, podem ser autossuficientes para cuidarem de si mesmos e de suas respectivas responsabilidades sem atrapalhar os filhos. Além disso, podem investir em capacitações pessoais e desenvolver novas habilidades para cuidar da sensação de solidão.

Como resultado, a relação entre pais e filhos pode se desenvolver de modo mais equilibrado e saudável. Além de orientar os filhos, os pais precisam orientar a si mesmos para serem adultos maduros e responsáveis. Assim, serão capazes de criar cidadãos independentes capazes de mudar a sociedade e de servirem como referências de realização pessoal.

Psicoterapia

Com a ajuda da psicoterapia, pais e filhos vivendo em parentificação podem exercer o seu autoconhecimento e compreensão familiar. A psicoterapia é uma experiência libertadora onde cada participante pode trabalhar a suas próprias percepções. Calmamente a família se reconectará, resgatando a compaixão e entendendo o valor das suas próprias responsabilidades.

Ao passo que a terapia evolui, é possível para os pais revisitarem o passado para entenderem o que motivou essa carência. Emoções e comportamentos destrutivos serão devidamente esclarecidos para que os pacientes se libertem desse ciclo de obrigações. Quanto aos filhos, eles podem expor suas insatisfações e não serem cobrados indevidamente como adultos.

Considerações finais sobre parentificação

Ainda que não percebam, por meio da parentificação, os pais se eximem da responsabilidade de cuidar da família. Temendo pela dissolução desse núcleo, os filhos abandonam o seu lugar de protegidos para cuidarem como podem das necessidades familiares. Como você deve imaginar, a falta de preparo e maturidade do jovem acarreta em problemas emocionais profundos.

A fim de separar responsabilidades, é preciso que os membros da família sejam honestos em relação à dinâmica que vivem. Os pais necessitam ser conscientes quanto à importância irrevogável que possuem no desenvolvimento das crianças. Logo, numa relação familiar conduzida de modo equilibrado as crianças podem crescer de forma sadia e os pais podem ter a sensação de dever cumprido.

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