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O que é Inconsciente coletivo? Tudo sobre esse conceito

Já se perguntou o porquê de ter imagens tão confusas e distantes de si enquanto sonha, perguntando-se como chegou até elas? Isso ocorre porque o inconsciente coletivo continua a trabalhar de forma contínua em nossa vida. Continue a leitura e entenda mais sobre esse conceito proposto pela Psicologia analítica.

O que é inconsciente coletivo?

Carl Jung definiu inconsciente coletivo como a parte mais profunda da psiquê humana. Segundo ele, esse campo é formado por informações herdadas e é nele que estão traços que escondemos do mundo externo, embora os devolvamos de forma inconsciente.

Para explicar melhor, podemos simplificar essa ideia afirmando que o inconsciente coletivo é formado pelas informações que não sabemos sobre nós mesmos. Os sentimentos, comportamentos e até os pensamentos que não são governados pelo Eu consciente. Eles repousam em um lugar que temos dificuldade em achar sozinhos.

Diferente da ideia proposta por Freud, onde o inconsciente pessoal é caracterizado pela vivência pessoal, inconsciente coletivo mostra o que a humanidade viveu. Segundo Jung, o conceito aborda a ideia de que absorvemos arquétipos aleatórios. Seja da família ou sociedade, pegamos para nós conteúdos de todo o coletivo.

Como podemos ver isto?

Para se ter uma noção de como encontrá-lo, avalie sua história de vida. Não parece que você já a viu em algum lugar? Mesmo não conhecendo, você já conseguiu formar uma imagem mental daquele território? Um bom exemplo é alguém que nunca foi à França, mas que já sonhou como esta seria.

Os sonhos são uma excelente forma de visualizar isto. Por mais mirabolantes ou irreais que sejam, facilmente podemos identificar um elemento de conexão com a comunidade. As semelhanças que você encontra com a realidade e seus membros é o alcance da sua mente buscando informações no inconsciente coletivo.

Para termos acesso a essa ferramenta, é vital estarmos incluídos na sociedade. Toda a sua história está impressa na gente, nos repassando a ideia dos seus mitos e lendas. As experiências coletivas se canalizam constantemente em nosso inconsciente, gerando estas imagens que usamos para interpretar o mundo.

Características

Embora seja um fenômeno difícil de entender nas primeiras linhas, o inconsciente coletivo é marcado por características únicas. Estas fazem com que seja diferente de qualquer teoria similar, servindo de referência a quem quer entender sobre si mesmo. Assim sendo, são elas:

Coletivo

Não existe apenas o Eu aqui, mas sim o todo. Dessa forma, um único indivíduo é portador de uma herança coletiva, também fazendo parte dela. Contudo, não é o único a carregá-la. As informações inconscientes que possui também são dadas aos outros indivíduos, ainda que estes as representem de forma diferente ou não se lembrem delas.

Observação

O trabalho de Carl Jung afirma que esses arquétipos herdados não podem ser observados de fato. Para visualizar e entender eles, seria necessário encontrar as imagens que estes proporcionam. Como dito linhas acima, os sonhos são ótimos guias para entender esse aspecto da mente.

Complemento, não oposição

Carl Jung já trabalhou e foi um fiel seguidor de Freud, mas as divergências que ambos tinham acabaram por afastá-los. Freud estabeleceu o inconsciente pessoal, afirmando que o indivíduo era o único centro de sua nutrição, registrando apenas impressões pessoais. Contudo, Jung discordava e afirmou que a humanidade como um todo nutria esse inconsciente.

Entretanto, o inconsciente coletivo serve de complementação ao pessoal. Alguns sonhos podem ser explicados pela própria experiência de vida de uma pessoa. Ainda assim, há os sonhos que parecem distantes da realidade que pouco se conecta com a do indivíduo. Desta forma, a ideia de Jung pode alcançar um lugar que a ideia de Freud não consegue.

Exemplos

A teoria de Carl Jung pode ser complicada de entender no início, mas dá para assimilar perfeitamente onde ele queria chegar. As representações da realidade que criamos em nossas próprias imagens foram dadas para nós pelos nossos ancestrais e também por toda a comunidade humana. De forma simples, vamos exemplificar:

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    Cobras

    Durante séculos, as cobras foram a figura que representavam medo, traição e astúcia. Em algumas religiões, também representavam transformação, por conta da troca de pele. Deste modo, pensamento fora replicado quando cada geração nascia. Deste modo, cada um de nós criou uma pré-disposição para temer os animais.

    Ao encontrarmos de fato o animal, nos sentiremos amedrontados, ainda que não possuíssemos uma experiência real com a cobra. O inconsciente coletivo nos avisa de que ela é um fator de ameaça à saúde e que devemos nos afastar dela. Até a palavra “cobra” tem uma conotação negativa, que atribui um peso para a fala.

    Objetos Voadores Não identificados

    OVNIs sempre foram objetos de fascinação que prendem a humanidade há décadas. O desconhecido que permeia essas histórias é o que instiga a curiosidade humana, levando-a às hipóteses complexas sobre a existência desses seres. A teoria de Jung também tem uma opinião sobre isso.

    Segundo o inconsciente coletivo, os OVNIs com o formato de disco estariam associados ao arquétipo de Deus. A forma redonda do disco remetia diretamente à simetria da perfeição, bem como a ideia do divino. Por estes motivos, muitas pessoas queriam ser abduzidas como forma de se salvar de alguma catástrofe global.

    Algo irrevogável

    Carl Jung era bastante incisivo com as suas ideias. De acordo com ele, todos nós precisaríamos fazer parte do inconsciente coletivo para se nutrir com as informações dele. Dada à ideia de que qualquer humano vivo tem impressões pré-concebidas do mundo externo, afirmamos que a herança é irrevogável.

    Ao mesmo tempo em que as experimentamos, também as enriquecemos com as nossas vivências. Mesmo que não percebendo, pensamos, sentimos e agimos de tal modo que acaba por influenciar alguém. Dados alguns aspectos, essa referência pode se reverberar através do tempo, induzindo alguém a ter pensamentos parecidos com o nosso.

    Desde que foi criado, o inconsciente coletivo deu inúmeras provas de que está presente em nossas vidas. Quem nunca foi ao cinema e identificou a sua própria história com a que está sendo contada? Encontramos o caminho de que a nossa vida não pode ser guiada apenas por nossas experiências pessoais.

    A contribuição da comunidade ajuda a refinar e decidir as escolhas que podem e devem. É um guia pessoal e inerente da humanidade. Ademais, ajuda no processo de evolução pessoal. Assim, ao mesmo tempo em que nos segue, também acompanhamentos e damos seguimento a essa memória coletiva.

    Caso tenha mais alguma dúvida ou queira acrescentar algo, deixe o seu comentário abaixo. A sua dúvida pode ser a mesma de outra pessoa que está levando no exato momento. Lembre-se: o movimento coletivo é o que aguça a curiosidade e ajuda a entender o desconhecido.

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