Constelação e RelacionamentosConstelação Familiar

Papel do pai na Constelação Familiar

Ainda que o conceito de família tenha mudado durante as últimas décadas, gerando novos formatos, mantém o seu modelo clássico. Formada pelos filhos, mãe e pai, este último continua a ocupar uma função fundamental no seio. Entenda mais sobre o papel do pai de acordo com a Constelação familiar.

Sobre a família

Sem dúvida, somos reflexos direto da relação que mantemos com os nossos pais, estejam vivos ou não. Graças ao relacionamento que temos com os genitores, temos um guia de como nos portar no mundo. Dessa forma, a relação que mantemos com a nossa família diz muito de quem somos ou seremos no futuro, sendo fundamental adiante.

Ainda assim, por vezes, parece que temos dificuldades em enxergar a posição dos pais no mundo. Esquecemos que são gente comum, com dificuldades e problemas como qualquer outro. O que talvez nos iniba de ver isso, princialmente na infância, é a figura de superproteção dada a nós. Os pais escondem suas dores para cuidar das nossas.

A família é como uma espécie de primeira escola. Por conta dela, podemos aprender as ferramentas necessárias para lidar com as adversidades do mundo. Contudo, a falta de uma das partes ou o mal relacionamento com uma delas pode interferir no futuro. No lugar vazio onde deveria estar um papel de integridade haverá uma presença sem forma, mas que continua a nos atormentar.

Sobre o papel do pai

Embora não seja uma regra, em geral os pais são vistos como figuras de autoridade. Nesse caminho, podem se fazer incompreendidos e serem julgados, pois procuram proteger os filhos da maneira deles. A depender do nível dessa proteção, pode haver uma quebra da lei da Ordem, onde o adolescente se sente pressionado e procura se rebelar.

Entretanto, mesmo que sejam desafiados, arriscando seu relacionamento momentaneamente, trabalham para construir nosso futuro. Graças a participação dele, temos a ideia da disciplina, responsabilidade e cuidado. Assim como nossas mães, também abdicam de muitas coisas para que possamos ter acesso a outras.

Sistematicamente falando, o pai e a mãe possuem funções complementares. Se nos primeiros anos é ela quem garante a sobrevivência do filho, o pai guiará a criança para o mundo. Portanto, a figura dele é de suma importância ao lar. Com o seu referencial, a criança saberá como se portar quando adulto, bem como a se relacionar com os parceiros.

A ausência

A ausência de um homem no seu papel do pai gera um desequilíbrio grande no círculo familiar. Seja por medo, expulsão ou esquecimento, a lacuna deixada por ele provoca uma onda de rupturas e deslizamentos. Em primeiro lugar, a criança perde totalmente o seu referencial com a contraparte masculina na criação.

Com a sua partida, se quebra uma lei primordial da Constelação: a Ordem. A hierarquia está alquebrada, forçando todo o sistema a entrar em um estado de desorganização. Como esse mesmo sistema força um membro a ocupar as lacunas de outros membros, ele tende a se sentir deslocado. Não o bastante, ainda há uma sensação de deslocamento e certa cobrança, seja dos outros ou de si mesmo.

De modo geral, quando o pai se desloca para longe da família, leva também toda a imagem que representa. Outras pessoas precisarão se deslocar para cumprir o papel do pai, contudo não é um movimento natural para eles. Ainda que cuidem muito bem da criança, este terá uma ponta solta no seu passado que o influenciarem algum momento da vida.

Consequências

Como dito linhas acima, o pai tem uma função específica a cumprir e quando não feita, gera dores e tormentos maiores. O círculo familiar é algo que não pode ser desfeito e continua a registrar impressões nos envolvidos. A exclusão dos pais gera um enorme movimento de dor e sofrimento, mesmo após tantos anos.

Devido a funcionalidade desse campo, veja algumas das consequências mais visíveis na família:

Revolta

Infelizmente, alguns filhos acreditam que a ausência do pai se dá pela ação da mãe. Este, inconscientemente, credita a ela a figura inquisidora da relação que poderia ter com o pai. Dessa forma, acaba perseguindo a mãe, se revoltando contra seu modo de vida e pensamento. Em geral, costumam causar desordens na família.

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    Relacionamentos

    A ausência de uma pessoa no papel do pai pode implicar diretamente na forma dos filhos enxergarem os próprios relacionamentos. A tensão causada pela ausência paterna o força a criar sentimentos de incompletude, abandono, raiva e até isolamento. Um relacionamento regrado a isso pouco tem chance de sobreviver.

    Copiar o pai

    Ainda que alguém tente ocupar a posição, muitos filhos apresentam uma certa lealdade pelos pais. Dessa forma, também acabam se ausentando da convivência com os próprios filhos, repetindo os mesmos atos. Note que aqui o círculo familiar prevalece, forçando um indivíduo a ficar preso numa mesma situação, embora com papel trocado.

    Benefícios

    Em contrapartida da ausência, a relação com o pai traz ótimos benefícios à criança. Ao manter o papel do pai, o ente está garantindo que o jovem tenha uma peça fundamental para ajudá-lo a estruturar o seu futuro. Dados avaliados em pesquisas mostram que:

    A cognição aumenta

    Testes realizados com crianças pequenas e com os pais avaliaram a capacidade dos pequenos. Os resultados mostraram que as atividades realizadas com os pais deram mais capacidade às crianças de reconhecerem formas e cores. Ainda que pareça pouco, apenas isso serve para indicar a extensão das habilidades delas quando maiores.

    Há divisão igualitária

    Inconscientemente, a criança acreditará que apenas a mãe e ela mesma são os únicos elementos em sua vida. Quando o pai participa, ela aprende que o mundo não se afunila a apenas duas pessoas e que cada um é um ser distinto. Não o bastante, as brincadeiras com os pais são mais desafiadoras, o que é excelente ao seu desenvolvimento.

    Referência

    A criança é ligada na mãe desde que nasce e isso não se revoga, fazendo dela seu principal referencial. Esse laço serve de guia para que a procure a qualquer hora, seja em momentos de alegria ou não. Contudo, quando o pai participa, a criança aprende que pode ter mais de uma referência. Desde cedo, aprende o que é pluralidade.

    O papel do pai não pode e nem deve ser assumido por outra pessoa. É graças a ele que a criança aprende a natureza mundana, longe da proteção da mãe. Ainda que pareça bruto escrever isso, é o pai que prepara o jovem sem a vigilância materna. Com a ajuda dele, teremos mais rigidez ao enfrentar desafios.

    Vale ressaltar que o texto não é para enaltecer o trabalho paterno, mas invocar uma participação maior. Dessa forma, poderão entender melhor quais os efeitos de sua presença e ausência aos filhos. A intenção aqui é ajudar a construir padrões positivos que floresçam a relação na família.

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