Constelação e RelacionamentosConstelação Familiar

Nascimento: conceito e visão da Constelação Familiar

O nascimento de um filho dentro de uma família é comumente comemorado com alegria. A ideia de um novo ser chegando e agregando naquele sistema muda radicalmente a vida dos envolvidos. Assim sendo, entenda mais sobre o nascimento com a ajuda da visão da Constelação familiar.

Sobre o nascimento

Segundo Bert Hellinger e o seu trabalho na Constelação familiar, o nascimento é tido como o primeiro sucesso que temos na vida. Sob uma perspectiva biológica, também podemos afirmar isso, já que superamos muitos outros desafios. Segundo a CF, para nascermos usamos de nossas forças pessoais. Assim, isso veio junto com uma vontade de se impor nesse novo mundo.

Ainda continuando a linha de Hellinger, o ato de nascer não é algo passivo. Quando a hora chega e estamos no útero, permitindo à natureza trabalhar pelo parto normal, somos os responsáveis pela nossa chegada. Dessa forma, é de nós que parte o impulso que nos leva a uma vida fora de útero. A partir daí seguimos uma vida mais autônoma.

Somente após darmos a força necessária, conquistaremos um lugar novo e diferente. Um outro mundo bem maior que o útero proporcionava. A partir de agora, podemos comemorar o nosso sucesso olhando diretamente para o rosto daquela que nos carregou e cuidou por muito tempo.

O que significa o nascimento?

O nascimento de uma criança significa renovação em qualquer círculo familiar. Se desejada, a criança carrega um poder natural para reciclar as emoções daquele seio na família. Ela se torna um novo centro, convergindo os esforços para cuidar dela. Desse modo, desperta emoções de afeto aos próximos.

Mesmo que esteja no útero, a presença dele naquele espaço limitado já é um agente transformador. Seja física, mental ou sentimental, a nova criança carrega consigo um leque de possibilidades. Graças a ela, o restante da família passa por alterações. Um pai passa a ser mais cuidadoso, um tio pode se tornar mais sensível, uma avó pode reviver seu tempo de mãe… Etc.

Princípios

O nascer desse novo ente ainda mantém o fluxo da família funcionando como de costume. No instante em que é concebida ela já marca o seu lugar no campo da família. Portanto, também tem um papel a cumprir ali. Veja isso traduzido segundo os princípios da Constelação familiar:

Ordem

Neste princípio, a ideia é de quem nasceu antes tem prioridade quanto a quem veio depois. Essa hierarquia visa equilibrar o funcionamento do fluxo familiar. Nela, os mais velhos devem cuidar dos mais novos e educá-los. Quanto aos mais novos, o papel deles é respeitar e obedecer as figuras superiores.

Pertencimento

Aqui vale a ideia de que todas as pessoas têm o direito de pertencer aquele círculo familiar. É algo que não pode ser retirado ou negado. Portanto, um recém-nascido deve ser acolhido e integrado na família, fazendo parte de cada degrau. As decisões que os familiares tomam podem afetar a criança, então a figura dela também deve ser levada em conta na decisão.

Equilíbrio

Neste último é indicado que todas as relações devem ser equilibradas. Mais especificamente, uma pessoa não pode se doar demais, de modo que o outro também não pode receber em excesso.

Um exemplo é a criança que recebe muito amor, mas não consegue reagir de forma consciente. Sem uma resposta contínua, alguns adultos acabam se afastando daquele bebê, mesmo que este não tenha uma culpa.

Ordem de nascimento

A ordem de nascimento dos filhos pode ser um fator importante no seio familiar. Isso porque, a depender da posição que ocupa, o filho pode demonstrar um comportamento mais definido e previsível. Vamos exemplificar utilizando uma família com três crianças:

Primogênito

O filho primogênito é a prova de fogo aos pais de primeira viagem. Com medo de errar, é constantemente vigiado enquanto dorme, tem as mamadeiras exageradamente esterilizadas e fica mais tempo no colo dos pais. Dentre todos os filhos que virão, o primogênito é o único que poderá monopolizar por hora a atenção e carinho dos pais.

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    Filho do meio

    O filho do meio pode se tornar uma figura dominada pelo irmão mais velho. Assim, ainda que os pais cuidem dele com todo o amor e carinho, ainda há a presença de um ente maior que ele. O irmão mais velho se torna um exemplo do que o irmão menor deve ser. Este já é primeiro sinal de repressão que este sofre.

    A figura do irmão mais velho pode assombrar este por muito tempo. Inconscientemente, o filho do meio sabe que estará a mercê da figura do irmão. Isso se deve por este ser mais velho, mais sábio e mais competente em atividades referentes à criança.

    Caçula

    O filho caçula nasce privilegiado de certa forma. Isso porque os pais já tiveram duas experiências anteriores e se mostram mais cansados em repetir todo o processo de criação. Assim, eles não controlam tudo como de costume, dando mais liberdade ao caçula para agir e pensar.

    Além disso, se mostram mais despreocupados. Eles têm a consciência de que os filhos são mais resistentes do que parecem. Desse modo, se tornam mais flexíveis na criação. O caçula se mostra uma figura que mostra um potencial ao aprendizado, bem como parte mais bem humorada da família.

    Os pais devem conhecer os filhos

    Independente da ordem de nascimento, os pais devem trabalhar para se conectar com cada filho à medida em que crescem. Isso é uma tarefa importante, pois assim você cria um ambiente seguro e sadio para eles. Assim, a criança precisa de um caminho para encontrar o seu próprio destino e os pais devem apoiá-la desde o nascimento.

    Portanto, trabalhe para entender o temperamento e personalidade da criança. Dessa forma, você consegue organizar melhor o ambiente para ele. Isso fará com que se aproxime do seu potencial único.

    Receber um novo membro através do nascimento é a porta para a transformação. Este pequeno ser carrega a mensagem de um recomeço, uma nova oportunidade para mudar. Ainda que seja uma imensa responsabilidade, ele também completa o que foi criado há muito tempo. Mesmo que não saiba, dá continuidade a um fluxo que está regendo aquele lugar.

    Contudo, isso não se aplica apenas sobre quem nasce, mas sobre nós adultos também. Um recém-nascido nos remete aos bons valores que devemos cultivar, como a união, o amor e celebração. Assim, a chegada de um indivíduo tão pequeno pode ensinar bastante.

    Para você que já tem um filho ou está esperando um, conte como esta experiência mudou a sua vida. Compare o seu Eu de hoje com o antigo. Você não é a única pessoa nessa jornada e pode apoiar quem está nesse caminho pela primeira vez.

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