Constelação e vida diária

O Medo na visão da Constelação Familiar

medo

Nós, seres humanos, possuímos um mecanismo de defesa, capaz de nos alertar sobre possíveis perigos. É daí que vem o medo. Mas, você sabe se todos os seus medos têm razões racionais, ou são apenas invenções de sua ansiedade? Como podemos entendê-lo? Qual a visão da Constelação sobre o medo? Não sabe? Então continue a leitura e descubra!

O que é o medo?

O medo é uma palavra bem pequenina e, ainda sim, é capaz de ficar tão grande para nós. Assim, podendo se tornar maior que a própria pessoa. Além disso, é um tanto impactante perceber como um sentimento tão comum pode ser tão complexo e resistente. 

Com a sensação de perigo, nosso corpo nos manda sinais de que precisamos ficar em alerta e, assim, nos livrar de situações que podem nos fazer mal. Essas situações, muitas vezes, são reais, como andar numa rua escura em um bairro reconhecido como perigoso. Porém, às vezes, não há motivo real para o medo. Por exemplo, quando estamos em casa e temos plena certeza de que todas as portas foram trancadas, mas temos a sensação de que algo está errado e, por isso, levantamos e checamos todas as portas novamente. O medo, assim, pode ser prejudicial para nós, a partir do momento que instaura a existência de outros transtornos, como o TOC.

Como terapeuta, percebi o medo através de meus estudos localizados no chakra básico, um espaço energético onde ficam armazenados sentimentos densos e primários. Ou seja, sentimentos ligados ao instinto de sobrevivência, sentimentos e sensações que nem sempre podem ser explicados, analisados e mesmo paralisados durante um momento de ápice. 

Geralmente, o medo vem com força e apresenta-se rapidamente, inundando o corpo com sensações muito presentes e em grande intensidade. Será que tem algo que o aniquile? Será que isso é possível? Será que isso é o melhor?

Questionamentos acerca do medo: ele é bom ou ruim?

 Você tem medo de quê? Será que alguém não tem medo de alguma coisa? Será que é possível viver sem medo? Sempre ouvi dizer que o medo ajuda a dar limites, que o medo é importante para autoproteção, que o medo ajuda e que ele nem sempre é vilão.

 O medo é um tema amplo e complexo, e tem muitas definições e subdivisões. Percebo que algumas pessoas justificam seus medos e relatam que ele existe em determinado campo da vida. Será que isso existe mesmo? Será que o medo tem lugar específico pra morar? Não seria o medo um sentimento primário natural, inerente ao ser humano? Será? Será? Será? Será que questionar tanto sobre ele é a melhor forma de compreendê-lo?

Sabe, eu mesma já tive muitos medos. Assim, escondi eles, depois usei como escudo, depois como troféu e, tantas vezes, usei como desculpa para não agir. Já li sobre o medo, já conversei sobre isso, já tratei os medos e já atendi muitas pessoas com medo e, sim, hoje percebo que ele é um prisma. Ou seja, tem muitas faces, muitas cores e muitas combinações. Escolhi não definir, não tachar, não desmerecer e tão pouco exaltá-lo.

A visão da Constelação

Em minha caminhada profissional, optei por sentir. Sentir com meu cliente, sentir com o coração e, ainda sim, mesmo sentindo, percebi que a explicação não cura o medo. A clareza não necessariamente liberta, mas, sim, o olhar. Aprendi sobre o olhar vivendo as constelações, e fiquei maravilhada em poder presenciar tantas facetas deste e tantos outros temas olhados. 

O olhar com amor ajuda a sentir com a alma, e sentir com a alma é uma grande ferramenta para a caminhada da cura. Talvez, a cura do medo não exista e nem precise existir, talvez tenhamos que continuar sendo humanos com todos os sentimentos sem polaridade, sem julgamento. 

Outro dia, estava num encontro de constelações e um rapaz veio constelar o medo e foi tão interessante. Tão real, tão comum, tão enriquecedor. Quando menino, ele se perdeu em um supermercado e a mãe não percebeu que ele se perdeu. Ele, desesperadamente, ficou procurando a mãe nos corredores, bateu em algumas prateleiras e tudo veio abaixo. Assim, a mãe o percebeu e muitos funcionários também, ele apanhou e a partir de então desenvolveu uma série de medos. Foi muito interessante perceber o quanto é desafiador perceber o que o outro sente, ver com os olhos do outro, respeitar e compreender que cada um só consegue ver até onde vê, simples assim.

Conclusão

 Todos no evento ficaram muito tocados com cada representação, pois todos nos vimos em todos os lugares. Não ficou nenhuma conclusão sobre o medo e nem desejamos que nenhuma precise existir. Porém, o olhar é lindo, é importante e necessário, afinal, a alma tem seu próprio olhar, suas próprias dores, seus próprios medos. A alma só necessita de lugar e movimento e isso é lindo e curador.

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    O artigo acima foi escrito por Janaína Crossa da Silva, exclusivamente para o nosso blog Constelação Clínica.

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