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Leis da Constelação: Saiba quais são cada uma delas

Quando pensamos em constelação familiar, quase automaticamente pensamos nas leis da constelação. Porém, muitos  leigos podem ter dúvidas do que realmente são esses regulamentos. E mais, podem estar se perguntando como elas agem em nossas vidas. É exatamente sobre isso que queremos falar.

Bert Hellinger

O criador da teoria de constelação familiar é Bert Hellinger. Em linhas gerais, ele foi um teólogo, filósofo e psicoterapeuta alemão nascido em 18 de dezembro de 1925. Durante dezesseis anos de sua vida, ele dedicou a vida missionária na África do Sul entre os zulus. Essa experiência foi muito importante para a constituição da Constelação Familiar do modo como a conhecemos hoje.

Essa mudança se deu porque durante esse período que ele se viu diante dos costumes, rituais e música zulus. Dessa forma, ele viveu experiências muito diferentes das vividas por ele no tocante às vivências ocidentais. Por essa razão, ele passou a enxergar a importância da família de uma forma distinta. Todas essas experiências proporcionaram uma formação ecumênica e de dinâmica de grupo que mudaram sua vida.

Como resultado, Hellinger saiu de sua congregação após 25 anos como sacerdote. Em seguida, já na Alemanha, o autor da Constelação começou a buscar uma formação em psicanálise. Isso resultou em estudos que originaram a teoria das Constelações Familiares.

O que é Constelação Familiar

Agora que já sabemos um pouco da biografia de Hellinger, veremos uma breve descrição do estudo que norteia a constelação familiar. Em primeiro lugar, é importante entender como os sistemas familiares influenciam nas nossas vidas.

Afinal, todos temos cargas emocionais e características que não entendemos. Inclusive, não conseguimos determinar a origem de tudo isso, ou o que motiva esses sentimentos.

Para a constelação familiar, a origem está nos sistemas familiares.

Os sistemas familiares

Assim, a constelação familiar analisa padrões de comportamentos de gerações de grupos familiares. Com essa análise, esse método psicoterapêutico busca relacionar doenças e problemas entre membros de um mesmo sistema.

Consequentemente, tanto o constelado como seus familiares, mesmo os desconhecidos, podem ter passado pelas mesmas coisas. Com isso, há um rastreio de comportamentos nocivos que se arrastam por gerações mesmo que de forma inconsciente.

A partir do conhecimento, há a possibilidade de tratamento. Falaremos mais sobre isso mais adiante. Contudo, antes de chegarmos, precisamos falar um pouco mais sobre o que constitui a prática terapeuta desta teoria.

Origem da constelação familiar e os três princípios norteadores

Origem

Como dissemos, a constelação tem sua origem nos estudos de Bert Hellinger.

Depois de voltara para a Alemanha, Bert teve influência a influência de várias técnicas terapêuticas, principalmente na análise de esculturas familiares. Um exemplo de estudo norteador é o da americana Virginia Satir, em que ela diz que um estranho pode representar uma pessoa de uma família.

Essa representação, por sua vez, conseguiria refletir todos os sintomas físicos e comportamentais de um grupo familiar, mesmo que nem todos estivessem presentes no tratamento. Assim sendo, um ponto interessante que ficou na proposta de Bert nessa teoria é a possibilidade de fazer isso mesmo sendo alguém desconhecido. Tal situação iria permitir um tratamento mais amplo e sem restrições quando aos membros participantes.

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Dramatização

Com esse conhecimento, Bert começou a pensar na constelação familiar e na importância da dramatização, uma vez que a dramatização de um caso trazido pelo constelado possibilita o conhecimento da origem do problema.

Princípios norteadores

Para a constelação, os problemas que temos estão ligados aos nossos sistemas familiares., como vimos mais acima. Para explicar isso, Hellinger propõe que há três princípios que norteiam nossas vidas:

  • a necessidade de pertencer ao grupo ou clã;
  • necessidade de equilíbrio entre o dar e o receber dentro dos relacionamentos;
  • a necessidade de hierarquia dentro do grupo.
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Esses princípios são como leis das quais não podemos fugir. Elas exercem influência em todos os nossos relacionamentos, sejam amorosos, profissionais ou familiares, ao passo que quando estamos em harmonia com essas leis, vivemos em paz. Ou seja, o equilíbrio dessas é essencial para alcançarmos a felicidade.

Ordens do amor

Bert nomeou as leis que originam desses princípios como “leis (ou ordens) do amor”. Assim, essas leis não influenciam apenas na vida de uma pessoa, mas em todo o grupo. Isso faz sentido quando entendemos que temos influência dos nossos antepassados no nosso presente. Dessa forma, devemos pensar que a nossa negligência no tocante às leis do amor influenciarão no futuro de outras pessoas.

Benefícios da Constelação Familiar

Agora que já introduzimos o assunto, é preciso dizer que em apenas uma sessão se pode obter resultados claros e resolver grandes questões que arrastamos com um tratamento com Constelação Familiar.

Alguns benefícios que podemos citar aqui são:

  • Enxergar as situações com mais clareza e com perspectiva diferente, afinal, veremos a situação de fora da dor;
  • Resolução de conflitos dentro da família;
  • Alívio emocional em decorrência a resolução de problemas;
  • Compreensão da origem e mudança de padrões comportamentais.

Não podemos deixar de pontuar que não somos prisioneiros de nossas famílias. Ou seja, há influência dos nossos antepassados em nossas atitudes, mas nós podemos combater o que é tóxico. Por essa razão, é importante ir fundo dentro de quem somos e reconhecer nossas feridas. Essa é a grande importância da terapia já que, através dela, ficamos habilitados a equilibrar as leis da constelação.

Mais detalhes sobre as Leis da Constelação

As leis da constelação, como vimos, são fundamentais para nossa vida. Ademais, elas precisam estar alinhadas e serem vivenciadas em sua plenitude para que estejamos bem. Caso isso não ocorra, observaremos alguns reflexos ruins disso em todas as áreas de nossas vidas.

Considerando esse perigo, é preciso entender e se aprofundar no tema. Vamos lá?

A Lei do Pertencimento

Essa lei diz respeito a nossa necessidade básica de pertencer a uma família. Para a constelação familiar, esse é o nosso mais profundo desejo.

Caso haja algum tipo de exclusão de algum familiar do sistema, a harmonia dessa lei é quebrada. Consequentemente, isso gera desconforto e problemas, sendo necessário que um restabelecimento ocorra. Além disso, é importante que se reconheça o problema e reconheça a própria pessoa como parte da família verdadeiramente.

A Lei da Hierarquia

A hierarquia tem a ver com sucessão. Dessa forma, a lei de hierarquia que necessitamos diz respeito À construção das relações familiares em si. Ou seja, respeito e tomada de posição dos papeis familiares: avó sendo avó, mãe sendo mãe, filho sendo filho e etc. Consequentemente, se há uma quebra desses papeis, há uma quebra na harmonia sistêmica.

Um exemplo claro de quebra dessa lei é quando um filho assume a responsabilidade que deveria ser de um pai. Ou quando, por outro lado, os pais se comportarem de forma irresponsável.

A Lei do Equilíbrio

Essa lei se refere a igualdade entre dar e receber dentro de algum relacionamento. Por exemplo, no âmbito profissional, você deve receber proporcionalmente ao que trabalha. Dentro do sistema familiar, você deve ter relações saudáveis, não explorando e nem sendo explorado.

Comentários finais sobre as Leis da Constelação

No post de hoje, nós vimos que quando as relações familiares são desequilibradas não é possível ter paz em nenhum relacionamento. Além disso, as pessoas podem até desenvolver doenças físicas e mentais em decorrência disso.

Dado que é tão importante para o ser humano viver em paz com seu sistema familiar, é importante que as pessoas se conscientizem disso. Aprender como equilibrar a família é essencial.

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