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Esculturas familiares segundo Virgínia Satir

Esculturas familiares segundo Virgínia Satir

Virgínia Satir foi uma psicoterapeuta e autora americana que revolucionou o que conhecemos como terapia familiar. No post de hoje, você ficará sabendo o porquê e também conhecerá o conceito de esculturas familiares segundo Virgínia Satir. Verá que a terapeuta não é notória à toa por esse tipo de trabalho, principalmente no que tange às constelações sistêmicas. Confira!

Quem é Virgínia Satir?

Hoje em dia, Satir é considerada umas das personagens mais importante na história da terapia sistêmica.

Um pouco de história

A terapeuta nasceu em 1916 em Neillsville, cidade localizada em Wisconsin, nos Estados Unidos. Foi a primeira filha de quatro irmãos. Na infância, aos cinco anos, descobriu que sofria com um caso de apendicite grave. Contudo, a mãe era uma devota religiosa e recusou-se ir ao hospital com a filha para tratar o problema, por achar que, fazendo isso, estaria indo contra suas crenças.

Quando seu pai decidiu ignorar as ideias de sua mãe, a apendicite já tinha estourado e Virgínia quase não resistiu ao problema físico. Foi atendida às pressas e felizmente salva, porém, foi necessário ficar por volta de 12 semanas no hospital.

Quando criança, fora bastante curiosa e interessada. Assim, procurou cultivar o habito da leitura por conta própria. Por volta dos seus quatro até aos nove anos conseguiu ler muitos livros que continham em sua biblioteca na escola.

Desejos de criança

Satir costumava dizer que, quando crescesse, gostaria de ser uma detetive. Contudo, mais tarde alegou que não saberia o que procurar e acabou mudando de ideia. Porém, já havia percebido muitas coisas nos familiares que não podiam ser vistas. Essas observações acabaram culminando nas escolhas futuras da profissional.

O início da carreira

No início do ensino médio de Satir, os Estados Unidos estavam enfrentando o período da Grande Depressão. Virgínia, querendo auxiliar a família durante esse tempo tão difícil, arrumou um trabalho cedo, e participou de vários cursos com o intuito de crescer profissionalmente. Ao receber seu diploma, em 1932, decidiu se inscrever na faculdade de Wisconsin.

Entre suas crenças inovadoras, uma das que se destacava era a da “questão presente”, que se baseia na teoria onde a questão apresentada muitas vezes não era a dificuldade, e sim a maneira com que os indivíduos lidam com o problema.

A atuação como terapeuta

Antes de falarmos sobre a famosa propostas das esculturas familiares segundo Virgínia Satir, é importante falar sobre sua contribuição geral.

Em 1964, Virgínia Sátir divulgou seu primeiro livro que foi um sucesso: “ Conjoint Family Therapy”. A partir daí, ua reputação foi crescendo e melhorando a cada livro seguinte que lançava. Mais tarde, já com 70 anos, viajou mundo a fora afim de divulgar seu trabalho através de workshops e palestras.

Nesse meio tempo, Satir também veio a se graduar na Academia de Certificação, chegando a receber prêmios por sua dedicação. Também foi participante de um grupo inédito de terapeutas liderado por John Grinder e Richard Sandler. Caso você não saiba, essas foram pessoas importantes na criação das técnicas básicas da PNL (Programação Neolinguística).

Uma característica marcante de sua ocupação era a prática de ensinar pessoas a interagirem e se vincularem com o mundo interior, principalmente, os membros familiares. Obviamente, é aqui que a constelação familiar se insere!

A festa das partes

Virgínia Satir foi responsável por desenvolver o método de realizar “festa das partes”, que seria uma pessoa podendo denominar outro individuo a ‘tomar o lugar’ de suas partes ou dela própria. Assim, cada participante retrataria as características da ‘parte’ particular que estariam apresentando.

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Posturas de Satir

As convocadas Posturas de Satir foram usadas como modelos para o auxílio no treinamento de representação e entendimento de aspectos importantes sobre sua parte e seus membros familiares. Tudo isso com o intuito de as pessoas entenderem melhor suas “partes”.

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Grupos de trabalho

Em 1970, Satir organizou um evento que, tempos depois, foi chamado de “ International Human Learning Resources Network”.

No ano de 1977, estreou sua Rede que teve o nome de Avanta, com a intenção de expandir os princípios mais básicos de sua profissão. Isso porque, desde sempre, tinha o desejo de ajudar pessoas por meio da rede social que estariam precisando de ajuda, contendo problemas mentais. Por isso é que fundou os dois grupos e foi tão produtiva.

A importância de Satir para o estudo das práticas terapêuticas

Com todo esse projeto construído sob o conceito de se tornar alguém melhor, Satir implantava ideias de tonar o mundo um lugar de paz. Partindo desse pressuposto, ela organizou equipes com profissionais formados de no Oriente Médio, na Europa, Russia e America Latina.

Seu instituto é um exemplo do ideal de que interagir com si mesmo torna-se possível conexões mais abrangentes com as outras pessoas. Isso traz melhorias na comunicação de modo geral.

Claramente, Virginia Satir teve grande influência na psicologia humanista. Por esse motivo, em suas hipóteses existe uma forte presença dos conceitos de autoestima, valores e autotranscedência. Ela conseguiu manejar estas concepções em realização prática terapêutica específico.

O modelo Satir ou as esculturas familiares segundo Virgínia Satir

O modelo das esculturas familiares segundo Virgínia Satir concentra-se nos indivíduos e em suas relações com seus sistemas familiares de origem e atuais. Por causa das diretrizes encontradas aqui é que reconhecemos Satir como pioneira no contexto de terapias familiares. Você provavelmente já sabia que Bert Hellinger é o pai da Constelação Familiar, mas ele foi muito influenciado pela mãe das terapias familiares: Satir.

O trabalho dela era muito focado no âmbito intrapsíquico e nos sistemas interativos humanos. Seu interesse estava na busca de comunicações funcionais, a consciência e experiências presentes.

Nesse contexto, as regras e papéis rígidos na família, sendo explícitos ou implícitos, deveriam ser compreendidos e muitas vezes modificados. Assim sendo, essa realocação possibilitaria o crescimento de todos,. Ademais, mudanças efetivas tinham um grande impacto sobre a responsabilidade de cada um pelas próprias escolhas e também pelo aumento da autoestima.

Mais infromações sobre esculturas familiares segundo Virgínia Satir

Nessa modelação, não existem hierarquias. Todos são todos reconhecidos por seus valores únicos, fazendo com que as diferenças e a essência de cada um sejam valorizadas. Essas esculturas, esse modelo, tem como finalidade trazer à consciência da tomada de decisões baseadas na consciência de seus próprios recursos internos, e também a ressignificação de experiências.

Para Satir, durante a Terapia com familiares, a comunicação mal e disfuncional e a retenção de emoções são os principais fatores de sofrimento para os indivíduos e famílias.

Assim, é essencial que haja para os seres humanos a prática da boa comunicação funcional. Ela pode ser desenvolvida com o contato profundo entre si mesmo, com seus corpos, sensações, emoções, percepções, pensamentos, sentimentos e principalmente com as experiências passadas no pressente/cotidiano.

“cinco liberdades” do ser humano

Por fim, a terapeuta defendia ainda as liberdades do ser humano. Estas seriam a liberdade de:

  1. ser;
  2. dizer o que estamos sentindo;
  3. sentir;
  4. pedir;
  5. correr riscos.

Satir defendia esse conceito de liberdade porque, para ela, as mudanças são sempre possíveis e bem-vindas e ser livre para conquistar essas mudanças é importante.

Considerações finais sobre as esculturas familiares segundo Virgínia Satir

O modelo Satir ou as esculturas familiares segundo Virgínia Satir são reconhecidos como princípios para muitos pensadores das principais correntes no desenvolvimento humano, como por exemplo: a terapia em conjunto, a PNL (Programação NeuroLinguistica) e a Constelação Familiar. Para saber mais sobre como aplicar esses conceitos na vida prática, matricule-se em nosso curso de Constelação Clínica 100% online!

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