Constelação e RelacionamentosConstelação Familiar

Desprezo do pai: Como superar?

Nenhuma família é perfeita. Porém, há famílias com problemas mais graves. Problemas esses que podem marcar profundamente uma pessoa. Um desses problemas é o desprezo do pai que alguns filhos sentem. Neste artigo, queremos falar com você sobre esse tema. Vamos conversar sobre como a constelação familiar vê a família para só aí entender qual o papel do pai. Além disso, o último tópico discutirá sobre a superação desta questão.

A família segundo a constelação familiar

A Constelação familiar entende que a família é a base para que o ser humano se desenvolva. Sendo que esse desenvolvimento atinge todos os níveis: desenvolvimento físico, psíquico, espiritual e social. Ou seja, a família é o alicerce da formação do quem somos.

Dessa forma, precisamos ver a família como um alicerce, isto é, uma base que fundamenta tudo que será construído. É ali que nosso crescimento espiritual e racional tem início. Consequentemente, são os pais que ensinam às crianças o caminho da vida. Para isso é necessário dedicação, amor, empenho e renúncia.

Pais e filhos

É necessário ter em mente que o empenho não pode ser apenas dos pais. O filho deve compreender todos os sacrifícios que os pais fazem. Consequentemente, é preciso olhar para a nossa história com amor. Afinal, ela proporcionou o que somos hoje. Devemos, inclusive, olhar para nossos ancestrais com gratidão. Já que todos eles fazem parte do alicerce no qual nós nos construímos.

Este alicerce que chamamos de família é um sistema em que cada familiar é um membro do sistema. Sejam eles os parentes sanguíneos (pais, irmãos, tios, avós) vivos ou mortos e pessoas de outros sistemas familiares. Desde que esses tenham tido uma relação profunda de amor/desamor com algum membro do sistema.

Inclusive, é o amor o vínculo que mantém os membros de uma família unidos. Mesmo que não tenhamos consciência desse amor. Porém, é preciso salientar que para uma fluidez verdadeira do amor é preciso respeitar algumas ordens do amor. Só assim haverá harmonia. Essas ordens são:

Ordem do pertencimento

Todas as pessoas que nascem ou são vinculadas a um sistema têm direito igual a pertencer a este núcleo. Ou seja, a pessoa é parte daquilo e tem direito a exercer seu papel enquanto membro do sistema.

Se, por qualquer motivo, alguém é excluído, imediatamente este sistema entra em desequilíbrio e começa um processo de emaranhamento. Esse ponto é muito importante para o tema que norteia esse artigo.

Ordem ou Hierarquia

A harmonia do sistema depende do respeito à hierarquia. Isso significa que os primogênitos têm prevalência em relação ao quem chega depois. Se há o desrespeito em relação a isso, ocorrerão conflitos e competições. Um exemplo: filhos que se comportam como pais dos irmãos.

Ordem do equilíbrio

O equilíbrio aqui tratado diz respeito a ação de dar e de receber. Não pode acontecer, entre os membros da família, que um se doe mais do que o outro. Essa situação significa uma injustiça e o sistema não aceita isso. Dessa forma, um filho não pode amar mais o pai do que o pai lhe ama. Isso gera conflitos e destruição entre os membros.

Consequentemente, vemos que o desprezo do pai viola as ordens do amor.

Papel do pai na constelação Familiar

Agora vamos falar do papel do pai no sistema, já que vimos o que é a família de forma ampla. Como dissemos, todos tem um papel, dessa forma, com o pai não é diferente. Ele é aquele que junto com a mãe, participa do primeiro círculo do amor. Sendo que é do amor deles que nós nascemos. É desse amor que o pai também participa e o homem se torna pai.

Todos nós, sejamos filhos ou pais, temos uma história. Dessa forma, nosso pai antes de ser pai era um homem. Este homem pode ter marcas advindas de membros mais distantes de nosso sistema. Ou seja, ele pode sofrer no hoje as consequências de erros que não foram seus. Esse é um ponto muito importante dentro da constelação familiar: a herança.

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    Pensando nisso, muitas vezes não conseguimos aceitar nosso pai, pois ele pode ter atitudes com as quais não concordamos. Porém, por mais difícil que seja, ele nos deu a vida. Ele deu tudo que ele tinha como ele poderia dar naquele momento. Ele nunca vai corresponder o ideal de pessoa que criamos, mas é preciso separar o “homem” do “pai”.

    A barreira do pai

    Da mesma forma, um pai, por diversos motivos, pode ter barreiras em aceitar o filho. Inclusive, isso pode ser consequência de uma relação desequilibrada que ele teve com seus pais. Afinal, esse desequilíbrio resulta em dificuldades de relacionamentos afetivos e, até, profissionais. Consequentemente, o pai não consegue exercer com profundidade seu papel de alicerce. O papel de ser exemplo, de ensinar e dar carinho.

    Como superar

    A primeira coisa que precisamos dizer é que ninguém muda seu jeito de ser para satisfazer nossas necessidades ou desejos. Ou seja, precisamos aceitar que nossos pais são como são. Porém, isso não significa que seja mais fácil viver essa relação. Afinal, um filho que já foi rejeitado evitará qualquer gesto em direção do pai por medo de mais rejeição.

    No entanto, mesmo sendo difícil, precisamos entender que essa relação não pode definir quem somos. Lembra que dissemos que a dificuldade de um pai se relacionar com o filho pode vir da relação dele? Ou seja, é um ciclo em que pessoas feridas transmitem a próxima geração o seu desequilíbrio. Afinal, se não mudarmos isso, o problema se repete para sempre.

    Essa dificuldade não pode ser nossa sina. É preciso quebrar o elo do desprezo do pai para com o filho. E só faremos isso com ações práticas. Por exemplo, falar com esse pai, mesmo que um monologo, proporcionará alívio e satisfação. Pois o amor que você repreende dentro de você é libertado. E lembre-se, mesmo que você tenha mágoa, você tem dentro de si amor por quem te deu a vida.

    Comentários finais sobre o desprezo do pai

    Amar “apesar de” também é amar. E todo amor vale a pena. Dessa forma, busque se declarar, mesmo que isso não resolva os problemas. Declare-se buscando a satisfação de fazer isso e não espere algo em troca.

    Caso seja impossível fazer essa declaração pessoalmente, escreva. Mesmo para aqueles que o desprezo do pai impediu que os conhecesse, escreva para ele. Use suas palavras para expressar o quanto é grato por ele ter te concebido, por você ter uma vida. Independentemente do fato de essa carta ser entregue, sua importância está no fato de que você libertou o que trazia dentro do peito.

    Entretanto, se você precisa mais do que escrever ou falar sobre o desprezo do pai, viva essa experiência com outras pessoas. Ou seja, exerça a qualidade especial do amor do filho com um avô, um tio, o pai de um amigo.  Por fim, se você quer entender melhor como a família influência no que somos, conheça nosso curso 100% online de Constelação Clínica. Ele possibilita que você estude de onde e quando quiser, então não perca essa oportunidade!

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