Constelação e Relacionamentos

Desilusão Amorosa: Como a Constelação pode ajudar?

A base de qualquer Constelação é a família. Portanto, quando a ordem do amor se manifesta disfuncional no primeiro relacionamento a dois que conhecemos, o dos nossos pais, é instantânea a percepção de como essas disfunções são compensadas de geração em geração. Desse modo, se você sofreu uma desilusão amorosa, pergunte-se agora: Como foi a relação dos meus pais?

Como um espelho, o outro está a serviço da nossa evolução nos fazendo enxergar o que, em nós, é necessário ser ajustado. Ou seja, essa é uma verdade que liberta, como os ensinos de Bert Hellinger para as Constelações Sistêmicas.

Relação de casal pelo olhar da Constelação: o vínculo

O homem e a mulher – e também casais do mesmo sexo – experimentam o vínculo de forma muito profunda quando se relacionam. Assim, este movimento é que permite que ambos deixem sua família para criar a sua própria.

O relacionamento íntimo entre o casal cria um laço da alma, que é de certa forma indissolúvel. Assim, mesmo que encontramos na nossa sociedade mecanismos como o divórcio, Bert Hellinger fala que em nosso coração esse vínculo permanece a agir mesmo após o fim de um relacionamento.

Ainda segundo Hellinger, o primeiro relacionamento sempre nos vincula de forma especial.  Por isso, quando há um segundo ou ainda outros, estes últimos já não terão a mesma força que o primeiro.

O hábito de colocar a culpa em outra pessoa quando sofremos uma desilusão amorosa

Em “Ordens do Amor”, ele nos alerta: “A felicidade dá medo e traz responsabilidade”. Quando nos sentimos injustiçados, incompreendidos, traídos ou temos qualquer perspectiva negativa em um relacionamento, procuramos um algoz. Desse modo, queremos alguém para assumir a responsabilidade pelos nossos sentimentos.

Ainda que sejamos atingidos pela imprevisibilidade das ações do outro, a postura que devemos ter é a de encarar de frente. O que a situação problema nos traz deve ser usado como aprendizado e oportunidade de crescimento.

Assumir a postura de vítima não é o caminho correto

Assumir essa postura é o que gera medo em nós, pois este é um lugar nunca antes ocupado em nossa vida. Costumeiramente, preferimos o posto de vítimas. Sendo assim, estar nesse posto, conhecido e confortável, permanecemos uma vida inteira nos queixando e acusando. A felicidade é parceira da responsabilidade de uma auto investigação que começa com a pergunta: “Qual é a minha parcela nesse fato do qual me queixo?”

Além disso, o medo de não se relacionar para “evitar o sofrimento” ou para não viver uma nova situação de sofrimento evidencia a desordem de seu sistema de origem. Mulheres que conviveram com violência doméstica, situações de abandono, traições, pais abusivos e mães dominadoras transmitem a seus filhos que o amor machuca. Além disso, ensinam que dedicar-se a uma relação retorna em ingratidão.

A influência da família nas desilusões amorosas

Pais que receberam educação rígida aprendem muito cedo que qualquer manifestação sentimental é sinônimo de fraqueza. Que a violência é um escape e uma melhor forma de expressão emocional. Homens que não contaram com a presença de um exemplo de caráter, dificilmente saberão suportar as queixas dos desconfortos emocionais de suas parceiras.

Homens que não compreendem sentimentos. Mulheres feridas por essas incompreensões. Uma trama perfeita para relacionamentos fadados ao assombroso fracasso e que geram desilusão amorosa.

Talvez seja repetitivo, mas é muito importante saber qual o nosso lugar frente às histórias de insucesso familiar. O sistema familiar cobra honra aos excluídos e a todas as situações que não foram olhadas com amor e com um profundo desapego vitimista.

A falta de ajuda psicológica adequada no passado se refletirá no presente

Se seus pais e antepassados não receberam ajuda adequada, esse sistema se expressará através das relações dos membros futuros.

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    Outro fator interessante a se observar é a nossa conexão profunda com um dos progenitores, apontada como fonte geradora da expectativa de que o futuro parceiro assuma o mesmo posto em nosso coração.

    Entendemos por conexão profunda não apenas os laços positivos como os negativos ou neutros. Um pai distante nos leva a buscar por um parceiro que preencha o espaço do vazio dessa primeira relação. Um companheiro de postura paterna que nos cerque de orientações e suporte financeiro.

    Doenças psicossomáticas advindas de desilusões amorosas

    O término de uma relação como essa desestabiliza fisicamente e, também, com doenças psicossomáticas, o parceiro dependente. Sendo assim, o faz refém da carência emocional e do ingresso imediato em uma nova relação semelhante a primeira.

    Afinal, como já vimos, ciclos não encerrados levam à repetição do padrão. Uma mãe austera desperta uma postura excessivamente crítica nas relações de seus filhos. Bem como a mãe submissa que inconscientemente propaga a mensagem de que suportar qualquer premissa é importante para se manter uma relação. Saudável ou não.

    Somente relacionando-se com as consequências das nossas escolhas de uma forma clara, despida de intenção de defesa, justificativa ou vingança, podemos encontrar dentro de nós a resposta acurada desses conflitos de fundo geracional. Portanto, a Constelação é um caminho sólido para as ordens do amor.

    Exercícios para ajudar a entender desilusões ou problemas no relacionamento

    A constelação familiar aconselha exercícios que podem ajudar a melhorar bastante as desilusões

    1. Pegue dois objetos que estejam perto de você.
      Um para representar seu pai e outro, sua mãe.
    2. Respire fundo e relaxe.
    3. Olhe para o objeto que representa a sua mãe.
      Observe como se sente em relação a ela. Quais sentimento vêm à tona? Como você olha para ela? Como você se sente olhado por ela? Reflita.
    4. Fale para ela em voz alta:
      SIM, eu aceito tudo do jeito que foi.
      Eu não sei o que você passou.
      E, apesar de tudo, você me deu a vida.
      Plenamente.
      Eu só tenho que te agradecer.
    5. Sinta como isso reverbera em você.
    6. Agora, olhe para o seu pai.
      Reflita sobre como se sente em relação a ele.
    7. Após, fale em voz alta para ele:
      Meu querido pai,
      muito obrigada pela vida que você me deu junto com a minha mãe.
      Eu não sei pelo que você passou.
      E, talvez, se fosse comigo, eu não teria feito tão bem quanto você.
      E eu digo SIM a tudo o que aconteceu, do jeito que foi.
    8. Olhe para os dois e fale:
      Eu fico aqui no meu lugar de filho(a)
      e deixo com você o que é de vocês.
      Não tem como eu me intrometer
      eu sou muito pequeno(a) para isso.
      E eu aceito a história de vocês do jeito que ela é.
    9.  Respire fundo. 

    Você já passou por essa situação?

    Você já passou ou conhece alguém que tenha passado por uma desilusão amorosa? Como você consegue analisar isso à luz da Constelação Familiar? Então comente aqui embaixo a sua opinião.

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    Artigo escrito pela aluna do curso de Constelação Clínica Sammia Fabiana Da Silva.

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