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Relações entre Coaching e Constelação Familiar

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Pode haver uma interação poderosa entre coaching e constelação familiar. A profissão de coach é mais antiga e enraizada no Brasil. Recentemente, o ofício de Constelador(a) vem ganhando grande destaque, em razão de ser um método cada vez mais usado em terapia familiar. Por exemplo, no Poder Judiciário, na área da saúde e, claro, por executivos e empresas.

Constelador Sistêmico: a profissão do futuro, assim como o Coaching

Não há dúvidas de que, assim como há 20 anos o Coaching era a profissão do futuro, a bola da vez para as próximas duas décadas será a Constelação Familiar e Sistêmica.

Assim como o Coaching, a Constelação tem aplicação tanto do ponto de vista pessoal/familiar, como também em ambiente profissional. Ademais, temos a Constelação Corporativa ou Empresarial, que lida com temas relacionados a gestão de equipes, clientes, desenvolvimento profissional e escolha da carreira.

Tive a oportunidade de iniciar o Curso 100% On-line de Formação em Constelação Familiar e Sistêmica. O interessante do curso é que é on-line, possui certificação e aborda teoria completa e mais de duzentos casos práticos.

É possível aprender constelação individual, de casais, de famílias, de equipes de trabalho. É possível constelar projetos de negócios, carreiras, planos, sonhos. É possível usar técnicas de atendimento presencial e on-line. Tudo isso bem explicado no Curso.

Você, profissional de Coaching, pode se tornar um Constelador, ou então agregar conhecimentos da Constelação de Bert Hellinger em sua prática na área de coaching. Assim, para que tenha uma clientela formada especificamente em Constelação.

A benéfica combinação de coaching e constelação familiar

Neste sentido, não há dúvida de que o profissional de coaching que se especializar em Constelação estará dando um enorme salto em sua carreira. Há outra relação de proximidade entre coaching e constelação familiar. “Coach” já foi a profissão do futuro, agora é a vez da Constelação Familiar.

Ademais, os consteladores que saírem na frente terão grande reconhecimento de mercado, daqui a alguns anos. Na Alemanha, berço de Bert Hellinger e da Constelação, isso já é nítido e notório.

No começo de sua atuação, o profissional de coaching pode usar os conhecimentos da Constelação como complemento à sua atuação profissional. Isso já será um enorme diferencial, perceptível por seus clientes. Até que o profissional se sinta seguro e chamado para atuar exclusivamente como Constelador(a), se assim o desejar.

A Constelação relacionada à técnica de coaching

Minha formação e especialização em constelações familiares sistêmicas corresponde ao auge da minha composição profissional. Meu estudo formal (em cursos), na área de desenvolvimento humano, começou em 2012, com a Programação Neurolinguística (PNL).

À medida que fui avançando, estudei também hipnose, eneagrama e coaching. Ademais, as constelações familiares estavam rondando meu radar, como um satélite, mas nunca dei muita importância. Em 2013, durante a formação de meta-coaching, com o americano Michael Hall, vivenciei uma dinâmica de “panorama social”.

No dia seguinte ele fez uma pesquisa de feedback, para saber o que tinha sido mais interessante até ali (metade do curso) e todos os alunos (exceto eu) disseram que foi a experiência de panorama social. Eu já tinha formação em hipnose, fazia auto-hipnose com frequência e eu apaguei durante o exercício.

O nascimento de um grande constelador

Achei que fosse uma proteção do meu inconsciente. Fiquei intrigado e, durante uma formação de treinador de alto impacto, fiquei mais atento durante uma nova dinâmica de panorama social. Resisti um pouco mais tempo desta vez, mas apaguei também.

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Intrigado, reagi com minha arma mais eficiente: o conhecimento. Me debrucei a estudar “panorama social” e fiquei encantado. No próprio livro de Lucas Derks, o autor faz referência à semelhança entre panorama social e constelações familiares. Mais seguro, agendei uma sessão, como constelado, com uma colega coach que também era consteladora.

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A experiência inicial foi assustadora. Fui o quarto a ser constelado num workshop em grupo e os exemplos anteriores me deixaram confuso. Mas a consteladora conduziu com elegância e suavidade no meu momento e concluiu:você ainda será um grande constelador. Que poder de sugestão.

Minha admiração pelas Constelações Familiares

Como eu já era coach executivo busquei uma formação intensiva de constelações organizacionais e amei o processo. O facilitador era um mexicano e a literatura que ele trouxe era toda em espanhol.

Acredito que esse nível maior de dificuldade ajudou a aguçar o meu foco e meu interesse pelas constelações sistêmicas. E, a partir daí, fiz mais outras duas formações: em atendimento individual (como bonecos e outros recursos) e de atendimento em grupo.

Me debrucei nos livros de Rupert Sheldrake, Bert Hellinger e outros alemães e me encantei desde então pelas constelações. Até mandei fazer um anel, a minha âncora, que tem os símbolos das minhas principais ferramentas de atuação como profissional de coaching: a PNL, a hipnose e as constelações.

Além disso, no verso do anel tem o numeral oito deitado, o símbolo do infinito, que corresponde à física quântica, outra ferramenta muito útil na minha epistemologia profissional.

Relato da minha experiência com a constelação familiar sistêmica

A constelação familiar sistêmica tem ajudado muito na minha profissão de coach com a perspectiva sistêmica. Tanto no atendimento com executivos ou em áreas de coaching de vida. Identificar os relacionamentos existentes, permite identificar as violações das leis sistêmicas e, a partir daí, surgem reconexões mais saudáveis que levem à solução que meus clientes buscam.

Apesar de ser pouco aconselhável, eu estudo e me permito realizar algumas auto-constelações. Eu entro em transe por meio de auto-hipnose e exercito o movimento dos bonecos. Numa delas eu estava constelando minha carreira e prosperidade e percebi, pelo campo, que eu tinha excluído minha antiga carreira de jornalista.

Assim, quando eu me permiti me reconciliar com meu passado e olhar a contribuição que tive e que me ajudou a chegar até aqui, foi um alívio tremendo. Coincidentemente ou não (nós consteladores sabemos que o que é coincidência aos olhos dos leigos é consequência aos olhos sistêmicos) eu mudei de emprego e minha carreira de coach decolou!

A Biomedicina Germânica

Foi fantástico. Então a constelação ajudou a promover minha carreira atual de coach. Além disso, também entrou como uma sessão obrigatória dentro do meu processo para meus clientes.

Ademais, também sou mentor de coaches em início de carreira e participo de um grupo de coaches que promovem estudos periódicos de aperfeiçoamento. Num desses encontros um amigo coach conduzia uma sessão baseada na biomedicina germânica (que aliás tem muitas semelhanças com as constelações familiares).

O início do meu trabalho através da internet

Eu percebi ali que os princípios sistêmicos poderiam ser aplicados no atendimento online. Afinal, Bert Hellinger se inspirou nos campos morfogenéticos de Rupert Sheldrake que, por sua vez, percebeu a atuação deste campo numa análise comparativa com um oceano de distância. Logo, o efeito do campo é forte mesmo a distância.

Adaptei ao meu conhecimento de constelações e ao panorama social, que também trabalha a percepção da representação interna do cliente e depois se modifica a estrutura da representação, para resolver o conteúdo que o cliente apresenta. Assim, comecei a atender virtualmente com constelações familiares.

As três habilidades necessárias para o trabalho como Constelador

E tem sido recompensador esse trabalho. Aprendi que há três habilidades importantes para a atuação do constelador: a observação, a percepção e a intuição. A observação é a capacidade de identificar para onde o representante olha; a percepção é o estudo para entender como essas interações funcionam.

Já a intuição é o conhecimento em prática e identificar a origem deste emaranhado, o que poderia ter causado esse “problema” e a partir daí contextualizar o conhecimento sistêmico na realidade do cliente constelado.

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Conclusão sobre o Coaching e a Constelação Familiar

Em conclusão, o conhecimento de constelações potencializou os resultados dos meus processos de coaching nos meus clientes. Assim, ressaltando a importância da combinação de coaching e constelação familiar.

Por fim, houve maior capacidade de observação e percepção da realidade dos problemas e insights para soluções.
Isso permitiu um aperfeiçoamento contínuo da minha intuição, por meio da leitura do campo morfogenético e da mudança do meu próprio comportamento na minha própria realidade.

Hoje, me desapego cada vez mais do controle e aceito as evidências que o campo revela. Portanto, sempre me perguntando onde eu inverti determinada ordem, o que eu estaria excluindo e como seria possível equilibrar determinada relação.

De fato, aprender constelações sistêmicas tem acarretado um avançado desenvolvimento na minha própria vida e, por isso, estou neste curso.

Gostou do artigo e quer aprofundar seus conhecimentos sobre essa técnica terapêutica? Então se inscreva-se no nosso curso, 100% online, de Constelação Clínica. Com ele, você estará apto a clinicar!

Autor: Ronaldo Gueraldi, exclusivamente para o portal Constelação Clínica.

 

 

 

4 thoughts on “Relações entre Coaching e Constelação Familiar

  1. Para os novos alunos da constelação sistêmica vc confunde o coaching com constelaçao.A constelação é estudada através da árvore genealógica do sujeito, e não tem nada haver com o coaching. Quero explicação!

    1. Olá, Ivany. Você tem razão que são metodologias diferentes. O artigo apenas pontua algumas semelhanças, pois ambas as técnicas podem atuar com acompanhamento pessoal/individual ou em ambiente profissional. Além disso, o coaching teve um reconhecimento dos anos 90 até os dias atuais, a Constelação ainda está iniciando, mas é uma área promissora (e se fortalecerá cada vez mais nos próximos anos). Gratidão. Equipe Constelação Clínica.

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