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Campos morfogenéticos e campos mórficos

Campos morfogenéticos

Por mais que a gente não enxergue, existe influências invisíveis que ultrapassam qualquer barreira da lógica. Tratando-se da família, nossos ancestrais podem continuar a nos influenciar, de modo a conduzir nossas próprias escolhas. Por isso, compreenda melhor o significado de campos morfogenéticos e como eles influenciam as nossas vidas.

O que é campo morfogenético?

Campos morfogenéticos se tratam de canais que atravessam o tempo e espaço para entregar informações. Apesar disso, não existem perdas intensas, de modo que suas características e formações não se desfaçam. Esse tipo de evento acaba conduzindo as gerações mais recentes a perpetuarem comportamentos e postura dos seus ancestrais.

Rupert Sheldrake foi quem formulou a teoria com base em estudos e observações nas mais variadas espécies. Essas estruturas, apesar de invisíveis, interferem sem qualquer bloqueio no mundo material e nos indivíduos. Em outras palavras, carregamos uma pré-disposição a ter determinados comportamentos, mesmo sem termos sidos ensinados diretamente.

Nisso, esse campo mórfico acaba servindo de molde para que sigamos a linhagem à qual pertencemos. Quando aprendemos um novo comportamento e ele é repetido várias vezes nossa família se altera por completo. A falta de contato não impede que aprendamos algo relevante à sobrevivência e isso se fixe.

O presente de família

Os campos morfogenéticos podem ser vistos como um ambiente de memória em prol do nosso aprendizado. Não existe força aqui, mas, sim, um ambiente para que nós instintivamente aprendamos com tudo o que veio antes. Cada pessoa acaba sendo “educada” pelo passado de sua família ou mesmo no âmbito social, com influência do meio.

Esse tipo de ressonância é impossível de escapar, já que é um direito nosso de receber e passar isso adiante. Há uma certa compensação, de modo de algo que não foi concretizado numa geração continue a existir na outra. Pense numa pessoa que não pôde se vingar, mas acabou entregando essa energia negativa por estarem vinculadas na ordem do amor.

Quando a entrega é feita de maneira negativa, é preciso sair dessa compensação de maneira adequada. No exemplo acima, é preciso entender, aceitar e devolver essa energia, escolhendo o amor e a vida. Essa escolha acaba rompendo esse laço destrutivo e dando uma nova forma para o campo, mudando a raiva, vingança e injustiça.

A constelação como ferramenta de mudança

Quando as linhas dos campos morfogenéticos causam problemas em nossas vidas, é preciso se mobilizar para conter isso. Falamos sobre essa herança inegável, porém, quanto à dor, não somos obrigados a conviver com ela. Por conta disso que a aplicação da Constelação familiar é altamente indicada para resolver esses problemas.

Por meio da terapia sistêmica conseguimos iluminar essa existência e encontrar os pontos prejudicados desse canal. Sendo ele invisível, conseguimos visualizá-lo através das representações e movimentos físicos colocados na terapia. Ademais, as emoções envolvidas ficam à mostra, indicando as tensões de cada participante projetado.

Esse é um meio bem eficaz de lidar adequadamente com os emaranhados que nos prendem aqui. Através disso podemos entender melhor o que passou, aceitar e permitir que a dor vá embora com consciência. Isso vai liberar caminho para que novas informações sejam inclusas e iluminem o caminho a ser seguido.

A hereditariedade comportamental através dos genes

É de conhecimento universalmente o extremo valor que a ciência dá aos nossos genes. Isso implica também em justificarmos algumas ações desconhecidas e inesperadas nos genes, resgatando a hereditariedade. No momento em que genes específicos ficam ativados, determinadas características surgem, inclusive influenciadas pelo meio.

Uma perspectiva mais simplistas resume esse processo e que os genes coordenam a posição de células e somente isso. O próprio Rupert Sheldrake afirmava que o nosso código genético por si só não programava a distribuição de proteínas nos organismos.

A morfogênese é o que acaba moldando nosso sistema biológico, sendo influenciada pelos campos mórficos. Por meio dele conseguimos estabelecer um roteiro básico para que determinada estrutura se ative. Esses campos estão sempre ativos, de modo a interagir continuamente com sistemas vivos e ressonando determinadas diretrizes para um mesmo meio.

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    Revelações

    A pesquisa nos campos morfogenéticos costuma ser bastante esclarecedora porque direciona adequadamente nossos esforços a um propósito. Para quem vive em uma jornada turbulenta, esse tipo de análise costuma ser enriquecedora em vários aspectos. Com isso descobrimos que:

    Somos conectados

    Existe uma força coletiva de mensa influência em nossas vidas e que nos conectam. Como leu acima, por meio dela entregamos aos demais diretrizes específicas para seguir com suas vidas. Entendemos melhor o nosso papel na vida de alguém e como uma pessoa pode nos impactar positiva ou negativamente.

    A quebra do individualismo

    Infelizmente vivemos uma realidade em que o individualismo é uma constância praticada e defendida por muitos. Caminhando na contramão, esse trabalho revela o poder da cooperação e como podemos ajudar outras pessoas. Sendo um trabalho de equipe, também somos respondidos com uma resposta equivalente e esse bom ciclo se repete infinitamente.

    Quebra de padrões

    Acabamos por seguir padrões que, muitas vezes, podem atrapalhar o nosso desenvolvimento e crescimento interno. Mesmo sendo uma herança, é preciso ter autonomia de escolha e decidir por aquilo que nos traga benefício. Assim, o autoconhecimento adquirido possibilita uma libertação das amarras invisíveis que nos colocam.

    Aplicações cotidianas

    Uma compreensão melhor a respeito dos campos morfogenéticos é extremamente benéfica em situações complicadas. No Judiciário, por exemplo, muitos casos enfrentam impasses por as partes envolvidas não conseguem chegar a um acordo. Fica difícil tomar qualquer decisão sadia porque eles estão “cegos”, sem consciência sobre o lado oculto influente de suas histórias.

    O entendimento almejado chega a consciência de cada um quando se entende sobre a lealdade que seguem. Seus sistemas familiares podem ser visitados através da Constelação familiar, sendo essa abraçada pelo Judiciário com louvor. Assim, todos podem abrir espaço para permitir que coisas novas encontrem o seu caminho.

    Exemplos

    Fica mais fácil fixar a ideia sobre os campos morfogenéticos quando percebemos como eles se manifestam. Mesmo que não veja, existem diversos exemplos de sua existência e como isso transcende limitações comuns a nós. Vamos a eles:

    • Gatos

    Infelizmente, é comum que os filhotes sejam separados de sua ninhada pouco tempo após nascerem. Mesmo assim, isolado, ele vai preservar as características inatas a um felino, manifestando em suas ações e modo de ser. Os filhotes retém informações vitais e a partir delas improvisam conforme o ambiente em que estão inseridos.

    • Pássaros

    Os pássaros costumam usar barro e galhos para fazer a construção dos seus ninhos a fim de se abrigar. Indo além, reconhecem a incrementação de ornamentos, como flores e ervas, para tornarem suas casas atrativa para as fêmeas. Sendo isso benéfico à perpetuação da espécie, muitos se questionam por que outros pássaros e animais não desenvolvem a mesma técnica.

    • Bebês

    As crianças na sua primeira infância carregam um impulso natural em buscar a sua dependência. É impossível dizer para elas como fazer porque a linguagem ainda é inacessível aos pequenos. Nisso, mesmo caindo, elas aprendem vagarosamente a conquistar sua independência e caminhar lentamente.

    Considerações finais sobre campos morfogenéticos

    Os campos morfogenéticos exploram um canal universal pelo qual mergulhamos em conhecimento ancestral. Em termos mais simples, são diretrizes colocadas para que possamos nos desenvolver dentro de um determinado molde. Desse modo perpetuamos um estilo de vida, sendo ele benéfico ou não, dependendo do que aprendemos e como fizemos isso.

    Através da repetição fixamos hábitos pelos quais envolvemos o nosso modo de viver e existir através das gerações. O que está em nós já aconteceu com os outros e certamente será movido para quem chegar depois. Consolidamos através disso um comportamento de todos, oriundos de uma força maior e que se ramifica com o passa do tempo.

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