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Aborto: Um olhar através da Constelação Sistêmica

Seja por causas naturais ou não, um aborto pode ter consequências em qualquer ambiente familiar. A sua natureza, que envolve a expulsão de um ente da vida familiar, interfere diretamente no campo de uma família. Ainda que seja um assunto vasto em complexidade, vamos entender mais um pouco com a ajuda da Constelação Sistêmica.

O início

Ainda que uma família não se dê conta disso conscientemente, todas as relações não podem ser apagadas. Isso inclui também os indivíduos que foram abortados. Todo relacionamento entre os familiares é registrado em um nível bem profundo, independente da sua natureza. No caso, este ato continua a machucar os mais sensíveis.

Segundo Hellinger, todo indivíduo ainda em fase de concepção ganha o seu lugar na consciência familiar. Eles passam a pertencer a esse círculo, contribuindo para o fluxo constante e contínuo dele. Isso também inclui quem foi abortado, já que para ter ido é preciso ter chegado. Assim, mesmo que alguém não tenha ficado, já deixou a sua marca.

Pertencimento

A Constelação familiar afirma que todo o indivíduo tem o direito irrevogável de pertencer a uma família. Mesmo que os outros parentes entrem em um consenso para excluir alguém, nada pode retirar esse direito. Ainda que a sua menção ou presença mental machuque, ele está em seu lugar de direito.

Contudo, essa presença física vazia afeta diretamente a relação dos pais. Ainda que ambos tenham aparentemente resolvido a situação da gravidez indesejada no caso do aborto voluntário, inconscientemente sentem a falta do filho que não pôde ficar. O mesmo vale para as situações de aborto espontâneo.

Dessa forma, isso interfere na vida do casal. Aos que não suportam essa companhia, os mais sensíveis podem acabar se afastando do parceiro, por exemplo. A partir de agora, falamos principalmente sobre os casos de aborto espontâneo.

Consequências

Um aborto é um momento extremamente delicado para a família, mais ainda para a mãe. A conexão bruscamente interrompida pode macular os sentimentos e sensações amorosas que esta vinha carregando. A transformação desse bem em algo vazio em seu corpo cria raízes profundas e danosas em sua saúde física e mental. São elas:

Perda de si

Durante algum tempo, um casal, especialmente a mulher, dão uma parte fundamental de si para aquela gestação. É essa doação que abre as portas para que aquele ser seja bem-vindo à família. Contudo, quando esse ser não chega, não ocorre a devolução desse amor doado. Falando de maneira simplória, os pais não podem ter esse amor ressarcido.

Vergonha

Um filho é a materialização do amor dos pais, concretizando o que um sente pelo outro. Falando em uma gravidez planejada, sua chegada é planejada cuidadosamente para que não lhe falte nada. Contudo, quando este ente não chega, os pais têm vergonha da sua impotência. Mesmo que a culpa não tenha sido deles, essa macula os persegue e os difama.

Afastamento

Quando uma mulher engravida, tanto ela quanto o/a parceiro/a doam tudo o que podem para a gestação. Há um gasto energético psíquico entre os dois que se mistura e converge para contribuir ao novo ser. Entretanto, quando a gravidez é interrompida, essa energia se dissipa. Aos mais sensíveis, pode significar um afastamento físico e emocional.

Depressão

Essa ausência de alguém tão desejado acaba por consumir sua energia e vontade de viver. Naturalmente, há a provável ocorrência da depressão. Tão imersos nessa perda e nesse afastamento, um dos companheiros ou os dois podem apresentar uma apatia pela vida. É importante buscar ajuda especializada aqui.

Caminho ao retorno

O aborto é uma das maiores quedas que um indivíduo pode encontrar. A sensação de ter perdido algo que poderia mudar a sua vida o atinge de forma avassaladora. Ainda assim, com o tempo, é possível encontrar um caminho de volta para uma vida mais sadia. Não será fácil de início, mas você e o seu parceiro podem entrar em um consenso.

Veja como a Constelação familiar pode ajudar vocês:

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    Aceitar

    Encarar as falhas em nossas vidas não é uma tarefa fácil. Geralmente, somos banhamos por uma sensação de fracasso e incapacidade. Com o aborto pode ser pior, já que a ideia de alguém que dependia de você para entrar nesse plano sufoca. Contudo, aceitar o fato pode esmaecer o sentimento negativo que carrega por dentro.

    Entender que o aborto aconteceu e não se ligar a ele pode fazer com que você se resgate. Foi e continua sendo uma experiência ruim. No entanto, a sua vida não pode ser regida por ela até o fim. Entenda que você pode e merece recomeçar.

    União

    Se ligar com o parceiro e a família é fundamental nesta parte. Claro que a situação nos força a ficar retraídos, mas isto não fará com que o problema diminua. Portanto, mantenha-se junto de quem ama e busque o apoio que precisa. Uma peça fundamental do campo familiar foi retirada em sua maioria, mas ainda assim a roda precisa girar.

    Não reviva a situação

    Resgatando a primeira dica, você deve deixar esse momento ir embora, sem esquecê-lo, mas também sem a necessidade de revivê-lo. Não se martirize por algo inevitável. Não gaste seu tempo procurando algo ou alguém para culpar. Isso se tornará um flashback doloroso e interminável.

    Exemplo

    O aborto pode tomar dimensões gigantescas nos membros da família, incluindo aqueles que não nasceram. Como forma de melhorar o desempenho dos alunos, uma professora decidiu buscar a formação na Constelação familiar. Sabiamente, aplicou com os membros da sala, incluindo uma garotinha que falava pouco e gaguejava bastante.

    Ao constelar, ela descobriu que essa menina tinha uma irmã que morreu engasgada aos nove meses de idade. Seja pela culpa ou pelo recomeço, os pais deram o nome da irmã morta a essa estudante. Com o tempo, ela apresentou crises de gagueira que a impediam de seguir plenamente na sala de aula.

    Contudo, ao ser constelada, a garota apresentou melhoras em dois meses. Conseguia ler em voz alta e a gagueira diminuiu consideravelmente. Assim, ao aceitar a partida da irmã morta e incluí-la devidamente em seu círculo, a jovem pôde seguir em frente.

    Um aborto possui ramificações extensas numa rede familiar. A figura de ente que não nasceu, mas que ainda está presente ali assombra os envolvidos, principalmente os pais. Se deixarem, a partida dele também levará outras coisas, como a união e felicidade que o casal construiu com o tempo.

    Vale ressaltar que o artigo em questão não trata de um julgamento a quem passou pelo aborto. A ideia aqui não é condenar a ação pela execução e demais consequências. Desse modo, o intuito é avaliar a situação pela visão da Constelação sistêmica.

    Um curso de Constelação pode ajudar

    Se você vivenciou ou conhece alguém que passou por esse momento, podemos ajudá-lo. O nosso curso de Constelação Familiar online te dá as ferramentas necessárias para captar essas impressões que podem estar enterradas, cobrindo o aborto. Através de uma mecânica de estudo diferenciada, você se torna um ente capaz de visualizar e entender até onde esses espinhos vão.

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    One thought on “Aborto: Um olhar através da Constelação Sistêmica

    1. Ola, com certeza q temos q cultivar essa criança cono estivesse viva , dar um nome e muito carinho, pois eh um ente da família, mas está em outra dimensão

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