Constelação e RelacionamentosConstelação e vida diária

O papel da Constelação no relacionamento amoroso

Desde crianças, aprendemos a olhar os casais como figuras que se unem pelo amor, condensando tudo o que sentem um pelo outro na relação. Apenas quando atingimos a maioridade entendemos de fato como esse laço se constrói e se mantém, aproveitando dos seus benefícios e enfrentando as suas tortuosidades. Assim sendo, veja o que a Constelação familiar tem a dizer sobre o relacionamento amoroso.

A herança e o relacionamento amoroso

Ao olharmos para um relacionamento amoroso, precisamos entender que cada indivíduo carrega uma herança pessoal. Eles cresceram em um ambiente onde o amor tem uma linguagem e emissão própria. Se não por meio de palavras, pelas ações. Dessa forma, cada um é formado por uma educação própria e específica.

Isso se constrói através de seu campo familiar. Anteriormente, seus ancestrais viveram e difundiram o conceito de amor à sua maneira e à sua época. De forma cultural e subliminar, repassaram tudo o que eram e sabiam aos seus descendentes. Cada informação foi dita por palavras e mostradas em ações, se registrando no campo da família.

Sendo assim, um indivíduo atualmente se limita a isso. Impregnado por seu campo familiar, ele se utiliza de suas experiências e seus registros para ingressar em um relacionamento amoroso. Nos primeiros encontros, será uma espécie de teste até que ele decida se livrar de alguns comportamentos com a ajuda da Constelação familiar.

A união

Naturalmente, uma pessoa se afasta da ligação de sua família para se unir com alguém e criar o seu próprio laço. Contudo, vale ressaltar que o antigo não se dissolve. Mesmo iniciando a sua vida com alguém em outro lugar, esse indivíduo não se desconecta da ligação familiar original. Por lei sistêmica, ela é indissolúvel.

Quando dois indivíduos se encontram, podem se apaixonar e começar suas vidas unidos. Todo relacionamento em seu começo é pautado por uma certa fantasia, uma idealização. Cada parceiro, involuntariamente ou não, cria uma imagem do amante com base no que ele sente e espera. Dessa forma, ele acreditará ter achado a peça que lhe faltava.

Só depois que entram suas falhas, o que pode provocar atrito entre as partes. E aí surge a herança familiar registrada pela Constelação. O indivíduo irá reagir a esses conflitos com base no que recebeu dos parentes e em como ele queria que fosse o relacionamento. A manutenção da relação dependerá exclusivamente do que ele quer aos dois com base no que viveu e recebeu anteriormente.

Empecilhos

Com a herança deixada pelo seio familiar, também vem os problemas. Os comportamentos erráticos de seus ancestrais continuam a ondular sobre os seus desejos e necessidades de agora. Devido à sua natureza particular, certamente se chocará com a do parceiro, visto que este também tem uma estrutura sistêmica diferente até então.

A relação pode entrar em declínio se deixar esses rastros tomarem conta, como por exemplo:

Se guia pelo amor idealizado

Em hipótese alguma atribua características etéreas ao seu parceiro, por mais apaixonado que esteja. Isso porque essa expectativa desenfreada que criou pouco chega perto das atribuições reais do cônjuge. Agregar uma imagem descomunal ao amante, criando uma expectativa de que ele faça algo por você, certamente te machucará.

Necessidade

Segundo a Constelação, procuramos em nossos parceiros o mesmo laço afetivo que mantínhamos com os nossos pais. Isso porque essa ligação retomada dará mais segurança e firmeza para a relação, segundo nós mesmos. Contudo, isso é um risco grande quando posto em prática.

Entrar em um relacionamento unicamente buscando algo que te falta certamente será uma ladeira ao fracasso. Esperar de alguém algo que ele não pode dar gerará conflitos e bastante infelicidade para ambas as partes. São as chamadas “carências de adulto”.

Infidelidade

Criando uma imagem do parceiro, acreditando que este lhe dará o que falta, se frustra quando isso não acontece. Por conta desse motivo, muitas pessoas recorrem a uma traição. Em sua cabeça, inconscientemente, ele acredita que encontrará aí o que o parceiro não pôde dar. É um desrespeito máximo à relação engatada com o cônjuge.

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    Família do outro

    De certa forma, somos um estrangeiro na família do cônjuge. Somente depois de adultos é que ingressamos em um novo círculo familiar. Infelizmente, muitas pessoas se sentem à vontade para comentar os problemas desse novo círculo.

    Essa entrada não permitida e tão pouco consultada nos novos afetos quebra uma lei primordial, a ordem. Desrespeitamos aqueles que vieram antes, gerando um desequilíbrio nesse novo seio para nós.

    Laços

    Independente da origem, devemos entender que as atitudes do parceiro, bem como as nossas, são frutos da construção dos antepassados. Graças a eles, o campo que nos cerca nos induz a tomar determinadas ações.

    Portanto, devemos trabalhar para entender a natureza do outro. Não se opor tão facilmente ou assimilar de forma rápida para evitar conflitos. Precisamos estudar as suas ações como forma de equilibrar a relação. Isso não busca o controle do relacionamento amoroso, mas, sim, construção de ferramentas à harmonia.

    Dicas

    Os relacionamentos amorosos são ramificados em suas estruturas e, por isso, não é possível criar uma única forma para trabalhá-los. Existe a necessidade uma manutenção diária a fim de manter a relação saudável e convidativa. Confira algumas dicas sob a visão sistêmica que te ajudarão a manter firme o relacionamento amoroso:

    Igualdade

    Em um relacionamento amoroso, nenhuma das partes foi incluída para servir ao outro. Uma relação é uma interação igualitária, sem o maior e sem o menor. Ambos precisam entender que possuem papéis iguais e devem empregar o mesmo esforço para se manterem juntos.

    Fidelidade

    A fidelidade é algo que se espera numa relação, sendo um elemento com cobrança desnecessária. A confiança que um nutre pelo outro serve de combustível a essa base. Portanto, tenha respeito pela sua relação.

    Diferenças

    Uma pessoa madura entende que o parceiro não deve ser uma cópia exata dela. Todos nós portamos características únicas que, eventualmente, colide com as dos companheiros. Aceitar a imprevisibilidade de uma pessoa no primeiro instante e aprender a lidar com as adversidades de forma saudável é uma peça fundamental para um bom relacionamento.

    Respeite as raízes, mas não se prenda a elas

    Ambos possuem ligações diretas com suas famílias, um elo que os ajudou a se formar socialmente. Portanto, mostre respeito com essas origens. Contudo, não se apegue demais nelas. O relacionamento amoroso é uma nova etapa da sua vida que também contribuirá na sua formação e amadurecimento.

    Um relacionamento amoroso é bem mais do que aparenta, fugindo dos clichês das histórias clássicas. É necessário um esforço diário a fim de se conectar com o parceiro e manter a relação equilibrada. Algo que não demanda esforço certamente não vale a pena.

    E quando encontramos alguma dificuldade, devemos ver o que está por baixo dela. O campo familiar nos induz a tomar medidas que influenciam diretamente a relação. Dessa forma, devemos ver até onde essas influências nos levam e como afetam nossa relação com o parceiro. Embora seja nossa ligação primária, ela não deve interferir de forma negativa nessa nova vida.

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