Constelação e Relacionamentos

Aprendendo a Perdoar o Próximo através da Constelação Familiar

As pessoas vão pisar na bola de vez em quando, mas vão mesmo… Seu colega de faculdade, seus funcionários, seus pais, seu namorado, seu marido, seu melhor amigo e até mesmo seus filhos. Nós, seres humanos, somos falíveis, frágeis e instáveis e, por isso, precisamos aprender a perdoar o próximo.

Muitas vezes, erramos querendo acertar. Também erramos sem perceber e acabamos, assim, magoando pessoas que não gostaríamos de magoar.

A Importância do Perdão ao Próximo

O que acontece é que se você for querer tirar da sua vida todos aqueles que cometerem erros, esteja certo de que vai terminar sozinho. As coisas não podem ser assim.

Perdoar o próximo é um dos maiores sinais de maturidade e grandeza que o ser humano pode apresentar. Ele precisa ser aprendido.

O perdão é muito mais libertador para quem fornece do que para quem recebe. Ter o coração fechado e a cabeça dura não levará a lugar algum.

É preciso acreditar nas pessoas para viver bem em comunidade

Perceba: não faz sentido viver nesse mundo se você não acreditar nas pessoas. Nós precisamos umas das outras. Todos nós precisamos.

O mundo tem jeito, os bons são maioria e o exemplo é a maior arma. Portando, nunca vire as costas para quem um dia lhe estendeu a mão. Um erro não pode apagar tudo de bom que uma pessoa já fez por você.

De gente para apontar o dedo e julgar o mundo está cheio. Por isso, o que a gente necessita é de compreensão, bondade e respeito. Sendo assim, perdoar o próximo é preciso.

Dar uma segunda chance a outra pessoa é muito importante

Você não perde nada ao dar uma segunda chance ao seu próximo. Quem perde, e muito, é aquele que não souber aproveitá-la.

Esteja certo de que as pessoas que não admitem os próprios erros são sempre aquelas que mais se cobram quando descobrem que também são humanas.

Perdoar o próximo é diferente de manter o vínculo anterior

Você não precisa, caso não queira, recolocar em sua vida aquela pessoa que cometeu um erro grave com você. Porém, de nada adianta querer mal e alimentar sentimentos ruins. Afinal de contas, você não vai querer levar isso dentro de você.

Superar significa estar acima do problema. Temos que aprender a relevar o mal e, desse modo, levar a vida com mais leveza… porque o tempo cura tudo. Perdoar o próximo e seguir adiante é o caminho da maturidade e da libertação.

Precisamos ter o coração aberto para aceitar os deslizes afinal, como humanos que somos, também vamos precisar de braços abertos das pessoas que amamos quando nós cometermos as nossas falhas.

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    Perdoar o próximo é diferente de esquecer a ofensa

    Não é simplesmente colocar uma pedra sobre o passado e esquecer: isso seria remoção, não perdão. Além disso, não acertar as contas com o nosso passado nós torna perigosos: ora, as feridas ainda permanecem abertas e por isso somos reféns daquele mal que continua a agir, mesmo que de forma inconsciente.

    A cura não necessariamente vai sarar a ferida, mas pode nos fazer entender que nem todo mundo segura uma faca pronta para nos atacar. Existem, sim, mãos que acariciam ao lado de outras que nos golpeiam.

    Se você não perdoar o próximo, viverá alimentando ressentimento e o seu dia a dia se tornará azedo. Além disso, você sentirá que a vida lhe roubou algo e não será capaz de sentir gratidão nem surpresa.

    ”Me perdoe” X “Sinto muito”

    Na visão da Constelação familiar e sistêmica, nós não precisamos pedir perdão, mas sim o “sinto muito”. Isso se deve ao fato de que quando alguém me pede perdão, está empurrando para mim a responsabilidade por sua própria culpa.

    Perdão na visão de Bert Hellinger

    “No ato de perdoar existe sempre um desnível de cima para baixo, que impede uma relação de igualdade. Pelo contrário, se você diz “sinto muito”, você se coloca de frente para o outro. Então, você preserva a sua dignidade e, para a outra pessoa, é bem mais fácil ir ao seu encontro do que se você lhe pedir perdão” (Bert Hellinger).

    Conforme os ensinamentos de Bert Hellinger, quem perdoa se coloca em posição de superioridade, pois afirma que “você estava errado e eu estava certo”

    Portanto, quando alguém diz “eu perdoo você”, esse alguém se torna maior do que o outro e isso faz com que a pessoa perdoada se sinta em dívida com quem “foi grande o bastante” para perdoar. Isso cria um desequilíbrio entre os dois.

    O perdão e a transferência de responsabilidade

    Quem pede perdão, transfere a responsabilidade de seus atos para o outro. Do mesmo modo, transfere para ele a possibilidade de aliviar sua própria culpa, pois, após o pedido feito, cabe ao ofendido “aceitar esse perdão”.

    Com isso, o ofendido pode livrar o ofensor das consequências de seus próprios atos ou “não aceitar esse perdão” e carregar consigo o peso de não o ter feito.

    Substituindo o perdão por “sinto muito”

    Dizer “sinto muito” tem o mesmo efeito daquilo que conhecemos como perdão. No entanto, isso não deixa ninguém em dívida e não torna ninguém superior ou maior do que o outro.

    Sendo assim, a responsabilidade fica dividida e equilibrada, igualando as posições entre as pessoas. O “sinto muito”, quando dito com verdade, é o perdão que liberta.

    Perdoar o próximo e assumir a própria responsabilidade

    O perdão acontece e, enquanto ele não vem, é importante observar: o que eu ainda espero dele que me magoou tanto? O que eu ainda cobro dele? E quando descobrir, tenha a certeza de que isso faz parte do passado, não te pertence mais.

    Pense da seguinte forma: “Assumo a minha responsabilidade e deixo a sua para você. Precisei de você para viver um amor e aprender com isso, e o amor que nos uniu desde o inicio é o que continua. Eu o liberto, eu me liberto, nunca houve culpa, somente distorções e, por não ter o que ser perdoado, o perdão chega.”

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    Se tiver alguma dúvida, comente aqui embaixo, será um prazer ajuda-lo.

    Este artigo foi escrito pela aluna do curso Cíntia Lazzarini Laranjo Nogueira especialmente para o Blog Constelação Clínica.

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