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O que é família monoparental? Entenda o conceito

Atualmente, e felizmente, o conceito de família ganhou novas interpretações e rostos. Se antes tínhamos a clássica formação da mãe, do pai e filho juntos, hoje o cenário se mostra bastante diferente. Entenda melhor o significado de família monoparental e como a sua estrutura é composta.

O que é família monoparental?

A família monoparental surge quando apenas um dos pais se responsabiliza pela criança. Diferente de uma família mais tradicional, a criação do jovem dependerá exclusivamente de um dos pais. Independente de sua formação, seja mãe e criança ou pai e criança, isso se configura como uma família monoparental.

Em décadas passadas, esse modelo de família era quase que repudiado socialmente, a depender da composição. Se um homem cuidasse de seus filhos desacompanhado, não receberia julgamentos de um grupo social, diferente da mulher. Ainda vista sob um modelo arcaico, uma mulher que dispusesse a cuidar dos filhos sozinha podia ser marginalizada.

Cabe ressaltar que esse modelo de família ainda não possui um estatuto apropriado. Diferente de uma união estável, ainda não foram estabelecidos deveres e direitos dos componentes. E isso também possui um prazo de validade, por assim dizer. Acontece que quando o filho é emancipado ou atinge a maioridade, reduz a família a uma entidade monoparental de relações de parentesco.

Como se forma uma família monoparental?

Seguindo a linha acima, é formada unicamente pela ligação entre apenas um dos pais com a criança. Diversos fatores podem ocasionar esse encontro, sendo uma situação bastante singular no âmbito jurídico. Ainda que não possua um estatuto próprio, esse modelo de família recebeu menção no artigo 226 da Constituição Federal.

Em geral, as mulheres predominam o quadro de família monoparental. Isso porque são bastante passíveis de abandono por parte dos companheiros. Em geral, na periferia é bastante comum que isso aconteça. A cada dia, jovens mulheres, por exemplo, são deixadas por companheiros que se recusam assumir a paternidade dos filhos.

Contudo, muitas mulheres vivem só por escolha própria e têm a maternidade como realização pessoal. Além disso, a situação se repete quando existe o divórcio ou um dos pais morrem. Dessa forma, há vários caminhos que levam até esse modelo de família. Independente da origem, cada um se enquadra na mesma situação.

Exemplos

Para fixar ainda mais o conceito de família monoparental, observe os exemplos abaixo. São situações distintas onde a criança acabou por ser assistida apenas por um dos pais. Cabe salientar que esse modelo de família não é algo ruim ou prejudicial ao crescimento da criança se ela compreender e aceitar a situação verdadeiramente. Isso vale para as circunstâncias e escolhas que culminaram nesse modelo, como por exemplo:

Casos de chikungunya em Pernambuco

No auge da doença, muitas mães foram contaminadas ainda na gravidez. Como resultado, os bebês foram diagnosticados com microcefalia, o que daria mais trabalho para que se desenvolverem. Como sabe, a doença acaba por gerar um atraso mental e físico na criança, necessitando de acompanhamento constante dos pais.

Infelizmente, tão grande como o número da doença, o relato dos pais que abandonaram os filhos também cresceu. Muitos se negaram a participar da criação da criança, cabendo para muitas mães fazerem isso sozinhas. Elas recebem auxílio do Governo, o que contribui para dar uma qualidade de vida melhor aos pequenos.

Adoção

Também em Pernambuco, um caso comovente acabou ganhando uma campanha na mídia. A história é de um homem, solteiro e homossexual que adotou um jovem com paralisia cerebral. Por iniciativa própria, o homem decidiu realizar o sonho de possuir a paternidade. Assiste e cuida do filho adotado com todo o carinho que pode.

Mesmo que o desejo prevalecesse, de início afirmou que tinha medo da rejeição. Devido ao seu status social e orientação sexual, temeu que não conseguisse a guarda do jovem. Contudo, seu empenho valeu o esforço e hoje eles mantêm uma ligação única de pai e filho. Mesmo com sua percepção limitada, o rapaz entende que aquele único homem é sua família.

A família monoparental é relevante

Como dito no início do texto, a sociedade tinha uma visão preconceituosa da família monoparental. Em especial às mães, visto que sofriam excessiva discriminação de uma sociedade machista e conservadora. Mesmo dando tudo o que podiam e criando muito bem as suas crianças, eram alvos constantes de chacotas e julgamentos.

Nesse caminho, a Constituição, ao longo do tempo, tenta proteger situações como esta. Seu trabalho, assim como de outras entidades, é propagar que a família possui diversos rostos e formações. Independente da sua composição, o objetivo principal é remodelar a sociedade, entregando cidadãos evoluídos mental e socialmente.

A família monoparental não perde poder porque apenas um dos pais guia a criança. Assim como outras estruturas, merece respeito, admiração e consideração por parte dos demais. Além disso, em momento algum quebra o desenvolvimento social dos componentes. As relações continuam a ser trabalhadas da mesma foma, só que a partir de outras perspectivas.

Modalidades

Mesmo que apareça nas entrelinhas, a família monoparental possui duas modalidades distintas. Isso acaba por abranger a sua origem como berço familiar nos mais diversos acontecimentos. Por meio desses dois direcionamentos, podemos entender melhor a origem de cada composição. São eles:

Família originária

Basicamente, essa estrutura familiar é a mesma desde o seu início. É composta pela relação entre um dos pais com os filhos sem o auxílio do companheiro ainda na origem. Um dos melhores exemplos é a mãe que ficou solteira. Ou então as adoções feitas por solteiros, como no exemplo acima.

Família superveniente

Sendo o modelo mais comum até, é a que se tornou monoparental ao longo do tempo. Isso aconteceu por meio de um divórcio ou pela morte de um dos pais. Note que esse modelo de família sempre pode acabar no anterior. O abandono ou morte de um ou dos dois abre a janela para uma nova formação.

O significado de família transcende tudo o que podemos ver. Não existem instrumentos que possam medir a ligação entre pais e filhos, bem como organizá-los entre maior e menor prioridade. Toda família, independente da sua apresentação, deve ser respeitada e conservada. Sendo assim, nada de julgamentos ou observações depreciativas.

Ainda que não possua legislação própria, a família monoparental deve ter os mesmos direitos e deveres que as demais. Não deve ser posta atrás pelo fato da sua estruturação unilateral. Assim como qualquer outra, também é capaz de prover amor, sustento e aprendizado à criança.

As famílias monoparentais podem ser auxiliadas pela Constelação Familiar

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Uma família monoparental recente pode estar procurando por um constelador para lidar com a nova forma de viver. Por outro lado, pode ser você sofrendo com o abandono e quer saber como cuidar de um filho sozinho, sem traumas. Seja lá qual for o seu caso, aprenda como a Constelação pode ajudar!

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