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Bater nos filhos: 7 consequências na constelação familiar

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Pressionados ao máximo pelo cotidiano, a jornada dupla dos pais ao chegar em casa pode levá-los a excessos quando há conflitos com os filhos. Nesse contexto, bater nos filhos parece ser a solução mais óbvia, mas isso acarreta sérias consequências no futuro das crianças. É sobre isso que iremos conversar agora.

O que leva os pais a bater nos filhos?

A vida adulta exige de nós constantemente. A necessidade pelo transporte público, pressão no trabalho, prazos de entrega na faculdade… Isso drena energia do nosso corpo e acumula uma carga estressante na mente. Assim, nos tornamos mais agressivos, impulsivos e impacientes. Nesse contexto, é bastante comum o mau-humor no fim do dia.

Ao chegar em casa, a jornada continua quando se tem filhos. Assim, o maior desafio de uma mãe ou pai é garantir uma boa educação aos jovens, no entanto isso esbarra no conflito entre visões. Uma criança e sua infinita energia infantil querem alcançar tudo. Contudo, os pais buscam equilíbrio para apaziguar o mal-estar proporcionado pela rotina e, na tentativa de alcançá-lo, podem agredir os próprios filhos.

Bater nos filhos é um recurso mais grave, que no entanto é completamente falho. Além de indicar um despreparo psicológico na própria criação, gera traumas e consequências desastrosas na criança.

Assim, ainda que a pressão externa por conta das obrigações diárias nos consuma, atingir os filhos como forma cessar qualquer problema ou descontar a raiva nos pequenos passa longe de ser uma solução. No entanto, é a chave para um futuro problemático.

O seio familiar

Para as crianças, os pais são maiores exemplos que poderão ter. Assim, conexão criada desde o nascimento e durante o crescimento serve como guia para que os jovens conduzam o próprio relacionamento familiar quando estiverem prontos.

As experiências afetuosas que nutrem esse laço garantem um meio fácil de chegar aos jovens, conceituando o significado de respeito. Contudo, da mesma maneira que o afeto aduba a relação, bater nos filhos serve como um veneno que pode ser incurável.

Dessa forma, agredir os próprios filhos gera uma corrente de decadência que pode declinar o futuro do jovem. Uma criança que é agredida carrega as marcas da violência em sua conduta enquanto cresce. Assim como os pais, se tornará uma pessoa instável, passional. O reflexo da violência continuará a vibrar em frequências baixas até que atinja um ponto de eclosão.

Consequências de bater nos filhos

Se trabalhada com frequência, a atitude de bater nos filhos pode alquebrar a identidade e atrapalhar seu processo de crescimento. Assim, veja com atenção a lista abaixo, onde destaco 10 consequências em bater nos filhos que arruinarão seu desenvolvimento:

Estresse:

Assim como origina a agressão, o estresse pode ser uma consequência visível em uma criança que é vítima dela. A seu modo, o jovem entregará sinais, como irritabilidade e relutância, que o afastarão das demais pessoas. O estresse também pode levá-lo a repetir as agressões com outras pessoas.

Isolamento:

Por constantemente se sentir irritada, permanecer perto de outras pessoas torna-se um desafio quase impraticável. Qualquer estímulo externo poderá deixar a criança extremamente irritadiça.

Baixa autoestima:

As agressões deixam marcas além da superfície e também machucam a imagem da criança. Nesse contexto, ela poderá associar a violência que sofre com algum sentimento de culpa, acreditando que faz algo de errado sempre. Assim, sem um apoio para lhe mostrar as boas qualidades que possui, dificilmente saberá o valor que possui a si mesma.

Depressão:

O isolamento aliado com a baixa autoestima pode levar a um quadro de depressão. Isso impedirá que a criança desfrute plenamente de experiências que servirão como tijolos para construir um bom futuro. Se não for tratada o quanto antes, acarretará sérios prejuízos na formação do jovem.

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    Agressividade causada por bater nos filhos:

    A violência plantada com constância germina sementes que rasgam o comportamento quando brotam. Assim, a criança pode recorrer à agressão quando se sentir contrariada, ameaçada ou apenas quiser extravasar o que sente. É comum alguns praticantes de bullying sofrerem ou terem sofrido violência durante a infância. Há até relatos de casos em que uma criança mordeu um colega de classe.

    Desvios morais:

    Bater nos filhos com o intuito de ensiná-los pode instruí-los a praticar justamente o contrário. Na adolescência e até na fase adulta a vítima da agressão devolverá os maus tratos que sofreu à sociedade. E isso pode ser na forma de delitos menores, como pichações ou badernagem. Contudo, crimes mais graves podem ser cometidos, como contrabando ou assalto.

    Saúde precária:

    Estudos comprovaram que crianças portadoras de traumas na violência tem uma porcentagem maior de desenvolverem problemas de saúde na fase adulta. Isso se dá à certeza de que problemas emotivos afetam a imagem e confiança da criança. Um bom exemplo são os adultos obesos. A maioria desconta suas frustrações na comida sem medir as consequências.

    Ansiedade:

    Os traumas da agressão podem desencadear o surgimento da ansiedade, transformando crianças em pessoas excessivamente preocupadas e apreensivas. Assim, isso complica as interações com demais pessoas, já que o indivíduo pode ter problemas físicos ou mentais, como a insônia, devido a determinado compromisso no futuro.

    Alternativas sem ser bater nos filhos

    Profissionais reiteram o aviso de que bater nos filhos não traz benefício algum. Nesse contexto, a agressão é um fator de declínio e mostrará seus efeitos na medida em que a criança cresce. Veja abaixo algumas dicas que ajudarão na tarefa de criar o filhos:

    Diálogo:

    Mais que uma palmada, a conversa tem um poder avassalador sobre uma criança em desenvolvimento. Dessa forma, o laço criado com o cultivo da conversa deixa a ligação entre pais e filhos mais fortalecida. Isso permite ao adulto chegar na criança com mais facilidade em momentos de tensão.

    Castigo:

    Apesar da conotação ruim, o castigo é uma solução bem melhor à agressão. Isso porque dá tempo à criança para que veja as atitudes que cometeu como equivocadas. Além disso, também é bom para o adulto. Com a criança pensando sobre a atitude, isso dará tempo para os pais se acalmarem e formularem uma explicação acessível para aquele castigo.

    Mostre consequências:

    As crianças associam bem o conceito de ganho e perda, principalmente na hora do castigo. Nesse contexto, mostre que ela perderá algo se continuar se comportando mal, como uma brincadeira no fim do dia, sobremesa ou passeios. Assim, pouco a pouco, ela mesma conseguirá identificar que tal comportamento não vale a pena.

    Mostre alternativas sem ser bater nos filhos:

    Balanceando a situação de conflito com uma alternativa melhor, mostre a seu filho que ele tem opções e quais serão os pesos de cada uma. Dessa forma, isso também o ajudará a enfrentar decisões quando for mais velho, usando a educação que recebeu como forma de parâmetro nas escolhas.

    Bater nos filhos ainda é o seu melhor recurso?

    Criar um filho se mostra uma tarefa desafiadora quando aliamos a rotina que temos com a educação que precisamos dar. Nesse contexto, o estresse acumulado e cansaço nos deixam a mercê de um temperamento mais reativo e agressivo e podemos descontar na criança. No entanto, isso apenas a deixará mais vulnerável aos perigos que o mundo carrega. A pressão externa continuará a abrir as feridas que nós mesmos criamos.

    Ao invés de bater nos filhos, que tal procurarmos alternativas melhores, que beneficiem a todos? Mostre à criança o erro e a ajude a corrigi-lo. Assim, faça-a entender que há caminhos melhores para se estar e se expor. Com certeza, no futuro, poderá ver que isso gerou uma onda de exemplo quanto à criação dos filhos.

    Se tem alguma história a nos mostrar, deixe o seu comentário abaixo ou entre em contato pelo Fale Conosco. Nesse contexto, nada melhor que uma rede mútua para ajudar na criação dos filhos.

    Ademais, para conhecer mais sobre alternativas mais efetivas do que bater nos filhos para a educação, faça nosso curso EAD. Assim, um curso de Constelação Familiar ajudará a aprender mais sobre sua própria família e também para conversar com outras famílias.

     

     

     

    One thought on “Bater nos filhos: 7 consequências na constelação familiar

    1. de tanto meus pais me ameaçarem, de me bater e outras coisas ,eu to com depressao e anciedade [eu trato sozinha pq eles nao deixam eu conversar com meus amigos], eles nunca me apoiaram so me jugam sem SABER O QUE EU PASSO ja pensei em suiçidio. meus pais sao separados

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