Constelação e Relacionamentos

Alienação Parental: O que é e Como a Constelação pode ajudar?

alienação parental

Muitas vezes, nos deparamos com um pai ou uma mãe falando mal do outro genitor para seu filho. Isso é muito comum, principalmente em casos de relações mal resolvidas e famílias mal estruturadas. Você sabe o que é alienação parental e quais as consequências disso para as crianças? Não? Então continue a leitura e descubra como a Constelação Familiar pode ajudar nesses casos!

O que é Alienação Parental?

Alienação Parental é a interferência na formação psicológica da criança ou adolescente. Assim, ela é exercida não somente por um dos genitores, mas por qualquer pessoa que tenha autoridade sobre a mesma. Isso pode acontecer de diversas maneiras, como proibir que pai/mãe veja a criança, influenciar a criança/adolescente contra pai/mãe, dificultar visitas, omitir informações sobre os filhos, entre outras.

Muitas vezes, até os avós praticam a alienação parental contra o outro membro familiar. Com isso, interferem na visão que a criança tem sobre seus pais, criando diversos problemas posteriores.

O que a alienação parental pode causar?

As consequências psicológicas da alienação parental em crianças podem ser relacionadas com diversas coisas. Ou seja, as crianças podem desenvolver culpa, ansiedade, depressão. Além de agressividade, medos, angústias, dificuldades de aprendizado, entre outras. Essas consequências acontecem, muitas vezes, junto a uma aversão do pai/mãe do alienado, desenvolvida pelo lado oposto.

Segundo Bert Hellinger, o pai está sempre presente na criança. Se eu rejeito o pai, rejeito também a criança. Por isso, a criança sente que deve escolher um lado e fica dividida, e não consegue se sentir completa. Da mesma forma, a mãe também está na criança, e também não deve ser excluída.

Não existem filhos sem mãe, e, também, não existem filhos sem pai. A exclusão desses papéis começa quando o relacionamento do casal não vai bem, e um dos lados da relação se utiliza do papel parental para atingir o outro. Na verdade, quem acaba sendo utilizado e prejudicado nesse caso é o filho, e ele também sofrerá as maiores consequências.

A Constelação familiar e a alienação parental

O filho carrega, em si, tudo o que recebe da mãe e do pai. Com essas duas partes em equilíbrio, ele compreende quem é e se sente inteiro. Tudo o que ele recebe desses dois será usado para que ele se reconheça como alguém que existe e pertence a um lugar. Esse lugar, de início, é sua família.

Se os pais se desprezam, logo, é difícil para o filho não desprezar a si mesmo, parecendo-se assim com a pior versão que o pai ou a mãe traçou do outro progenitor. Pois o filho se torna leal ao mesmo, inclusive imitando vícios, fracassos, desatinos, etc.

Detectamos, então, que alienação é exclusão! Então, onde isso começou?

Todos passamos por experiências desde pequenos, ou mesmo na gestação,  que nos afetam numa menor ou maior medida. Muitas dessas experiências ficam em nós como feridas emocionais, que permanecem dormentes, mas produzindo seus efeitos. Por isso, muito cedo, somos levados a vestir alguma máscara para socialmente suportarmos nossas relações, camuflando essas feridas.

Desenvolvemos personalidades que não correspondem exatamente ao que somos, mas que nos asseguram que aquelas feridas não serão evidenciadas. Seja pela rejeição, abandono, injustiça, traição ou humilhação. Assim, desenvolvemos máscaras, disfarces para driblar essas feridas, e nos tornamos, então, escapistas, dependentes, masoquistas, controladores ou rígidos.

Consequências futuras da alienação parental

No entanto, a vida segue e damos início a relacionamentos amorosos, e inevitavelmente, apresentamos, sem que desejemos,  os comportamentos alimentados por essas máscaras nessas relações que nos são tão preciosas e que queremos tanto que deem certo.  Muitas vezes, superamos nossos desafios, nossos complexos familiares, nossas feridas e nos acertamos nas nossas relações. Porém, em outras tantas, esses complexos ainda repercutem seus efeitos. Assim, não estamos, ainda, totalmente liberados para a tão desejada relação madura e responsável. E aquela relação termina, em geral com dor e mágoa, para ambos.

    E, neste momento, a  alienação pode tomar corpo entre o casal e seus filhos. E como um genitor, diante de sua mágoa e da raiva pelo outro genitor, ou mesmo pela família inteira dele, pode sair desse movimento de exclusão ou mesmo não entrar nele? Veremos, agora, alguns passos úteis para que os problemas da alienação parental sejam contornados.

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    Aceitando 

    Aceitar que essa relação aconteceu. Ou seja, aceitar que essa pessoa foi uma escolha sua, e que o que aconteceu era necessário. Aceitar que tudo foi um aprendizado necessário. Assim, aceitando que esse homem, ou essa mulher é o certo ou certa para seu filho, respeitando o genitor e não lhe sendo indiferente. A indiferença gera exclusão, e o filho sente isso.

    Soltando 

    No seu tempo, da forma que puder, não a ideal, mas da maneira que for, o filho terá com o genitor a melhor relação possível. Você pode visualizar essa imagem, mesmo nos piores momentos. Ou seja, busque não interferir na relação que seu filho tem com o outro genitor.

    Assumindo a sua responsabilidade

    Paulatinamente, recordando os eventos na sua relação,para perceber na sua vida, nas suas escolhas, os  motivos que o levaram a esse relacionamento. Por exemplo, buscar inconscientemente, na figura do marido, a figura do pai ideal.

    Assim, deixando a responsabilidade do outro genitor apenas com ele. Assim, você irá saber que seu filho veio, sim, preparado para as experiências que teve e terá na vida. E que certas atitudes nervosas ou egoístas dos genitores enfraquecem o filho  nessa força de superação intrínseca, inerente a sua alma.

    Acolhendo o seu filho

    Muitas vezes, um cobertor e um chá, uma pipoca e um filme são o melhor diálogo entre um pai/mãe e um filho, que precisam se adaptar a uma nova vida.

    Deve-se, também, considerar que a alienação parental, sob o ponto de vista sistêmico, ampliado, ocorre não apenas no conflito de guarda ou visitas na separação.

        Acontece, muitas vezes, no óbito de um dos genitores, quando ele não é lembrado, ou quando os filhos tem imagens apagadas ou pouco sabem dele. Esse vazio de lembranças traz, para a pessoa, a sensação de menor completude. Contar, várias vezes, para criança, pequenas histórias desse genitor, deixar que seus avós lhe contem, trazem na criança o sentimento de pertencimento ao clã familiar do genitor falecido, e isso é força pra sua vida.

    Conclusão

    A prática da alienação parental ocorre tanto por parte dos pais quanto por outros familiares próximos. Ademais, essa prática gera muitos problemas para o filho, tanto em sua infância, como no futuro, em suas novas relações. Assim, é importante que a alienação parental não ocorra, pois os danos psicológicos causados são graves.

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    Referências de estudo:

    Síndrome da Alienação Parental – 1985, Richard Gardner

     As cinco feridas emocionais – Lise Bourbeau

     

     

     

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